quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Dia internacional das pessoas com deficiência

O dia internacional das pessoas com deficiência (3 de Dezembro) é uma data comemorativa internacional promovida pelas Nações Unidas desde 1998, com o objetivo de promover uma maior compreensão dos assuntos concernentes à deficiência e para mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e o bem estar das pessoas. Procura também aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspecto da vida política, social, econômica e cultural. A cada ano o tema deste dia é baseado no objetivo do exercício pleno dos direitos humanos e da participação na sociedade, estabelecido pelo Programa Mundial de Ação a respeito das pessoas com deficiência, adotado pela Assembléia Geral da ONU em 1982.
Wikipédia




 
"Comemora-se no próximo mês de Dezembro, no dia 3 (sexta-feira), o Dia internacional das pessoas com deficiência.
Cada vez que se comemora o dia do que quer que seja, renasce o debate sobre a utilidade destes “dias”. Os seus opositores mais encarniçados aproveitam para declarar a sua inutilidade e até de como estes “dias” funcionam como um descargo de consciência para que tudo continue na mesma. Talvez haja algum fundo de verdade mas há também um grande derrotismo nesta posição.

Lembro-me daquelas máquinas que existem nas feiras de diversões em que se vão lançando moedas para que umas empurrem as outras para finalmente caírem na posse do afortunado jogador. Uma coisa, pelo menos, nos ensinam estas máquinas: é que aquela pequena moeda lá atrás tem uma importância decisiva para que as moedas da frente possam cair. São muitas as pequenas moedas que fazem com que a operação tenha êxito. Assim penso que funciona a luta pelos direitos humanos: ainda que nos lembremos mais das acções mais visíveis, aquelas que se passam amplificadas pelos meios de comunicação, o certo é que essas acções são fruto de pequenas acções, de atitudes que parecem não ter impacto, enfim as pequenas causas das grandes causas.

Parece ser uma boa aproximação para olhar estes “dias”: tavez eles sejam as pequenas causas que contribuem para as grandes causas. E agora? Temos o dia 3 de Dezembro o Dia internacional das pessoas com deficiência. Que vamos fazer dele? Ignorá-lo? Falar dele? Fazer algo que conflua para o que achamos que é mais correcto? Que vamos fazer no dia 3 de Dezembro?

Já chegaram à Associação planos muito criativos e ambiciosos que se vão desenrolar nas escolas. Escolas que encararam este dia como um dia de promoção da participação, da igualdade de oportunidades e da Inclusão dos alunos com condições de deficiência na escola. Há escolas que vão organizar debates, outras animações, outras ainda, estão a recolher material – textos, videos, etc. - para ser discutido em toda a escola.
Há mesmo escolas em que no dia 3 de Dezembro não vai haver aulas formais: só iniciativas que promovam o conhecimento e a participação no todo escolar dos alunos com dificuldades.

Na Pró-Inclusão – Associação Nacional de Docentes de Educação Especial gostaríamos de saber o que a sua escola vai fazer no dia 3 de Dezembro. O desafio é este: comunique-nos via mail qual é o programa que a sua escola/agrupamento se propõe fazer no Dia 3 de Dezembro. Acreditamos que os professores de Educação Especial são dos elementos mais dinâmicos das escolas e, por isso, publicitar o que se faz nas escolas no Dia internacional das pessoas com deficiência é também promover a nossa profissão e a nossa intervenção cívica.

Esperamos as vossas notícias!
proandee@gmail.com "
 
in: Newsletter 2ª Outubro 2010
http://proinclusao.com.sapo.pt 

As artes no Jardim de Infância

Da autoria de José Carlos Godinho e Maria José Nunes de Brito, a brochura As Artes no Jardim de Infância visa apoiar os educadores de infância na sua prática pedagógica. Organizada numa perspectiva de operacionalização das Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, propõe uma abordagem metodológica de articulação entre a Expressão Plástica e a Expressão Musical, procurando, ao mesmo tempo, promover o conhecimento cultural e artístico e a sua integração no currículo deste nível de educação.


http://lapiselviracs.blogspot.com/2010/10/as-artes-no-jardim-de-infancia.html

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ser Pai no Séc. XXI

Como devem ser os pais dos tempos modernos? Democratas ou autoritários? O equilíbrio parece ser a chave do sucesso.
 
Pais autoritários, pais passivos, pais democratas. Qual o modelo de paternidade mais aconselhado em pleno Século XXI? O equilíbrio parece ser a chave do sucesso, embora nem sempre seja fácil de alcançar.

Não será por acaso que a paternidade é considerado um dos principais desafios que se coloca ao ser humano. Mas parece que de nada vale tentar colocar em prática o modelo que nos foi transmitido pelos nossos progenitores, que por sua vez foi 'beber' inspiração à geração anterior.
 
Os desafios do século XXI são outros e a geração dos telemóveis e dos chats reclama mais autonomia e parece ter nascido para consumir. Neste contexto, como educar um filho? Pais autoritários, pais passivos ou pais democratas? 'Pais democratas, obviamente, mas democracia não implica negociar até ao impasse, inversão de valores ou laxismo. A democracia exige decisão. Os pais não são nem podem ser 'colegas' dos filhos, mas pais. Afectuosos mas firmes. Pais que amam os filhos mas que os educam e estabelecem regras. Que sabem quebrá-las com os filhos mas ensinando-os os limites', sustenta ao EDUCARE.PT o pediatra Mário Cordeiro.
 
'E há que estabelecer o espaço dos pais e o espaço dos filhos, em termos físicos, de tempo, de actividades, de expectativas. Os filhos não podem ser um 'buraco negro' que absorve tudo, nem os pais podem ser independentes como se não tivessem filhos. A relação saudável é a da autonomia progressiva, dentro de uma gestão afectiva e efectiva da capacidade de entre-ajuda, de ensino-aprendizagem e de amor', prossegue o professor universitário.
A verdade é que equilibrar a partilha de decisões com o controlo da autoridade nem sempre é fácil. Ser pai é uma 'profissão' que exige sensatez, solidez, esclarecimento, bom-senso. Tudo coisas nem sempre fáceis de alcançar, principalmente numa sociedade a braços com problemas como o insucesso escolar, a toxicodependência, a gravidez na adolescência, o alcoolismo e a violência.
 
Daniel Sampaio traça os diferentes tipos de pais existentes: 'No caso dos pais indulgentes aplica-se o lema 'Criança rei, adolescente tirano'. Há um facilitismo e uma passividade excessivos durante a infância, que dão origem a dificuldades acrescidas na adolescência: são os mais novos que controlam toda a rotina da família. Já os progenitores autoritários não exprimem qualquer desejo de 'negociar' com os filhos, cultivando a obediência àquilo que eles julgam estar certo. Estes pais não têm muito sucesso educativo e necessitam de ser ajudados a rever a interacção dos filhos', explica.
 
Segundo o autor, os pais ausentes são pouco cuidadosos: 'Encaram a educação como uma relva que é preciso deixar crescer sem grandes atenções. Só uma aparadela, de vez em quando', postula o psiquiatra especialista em adolescentes.
 
O modelo mais equilibrado é, por isso, o tendencialmente democrata. 'Os pais democratas estão extremamente atentos aos movimentos dos filho, escutam as suas opiniões mas a decisão final é deles. Estão atentos aos sinais de prazer e desprazer que os filhos emitem mas são capazes de traçar limites', sentencia Daniel Sampaio.
 
Daí que os pais não devam abandonar de todo a autoridade. 'É preciso claramente que os pais tenham autoridade desde que o filho nasce até que saia de casa', refere o psiquiatra. 'Mas uma autoridade dita democrática. O voto de uma criança com três anos não pode ser igual ao voto do pai que tem 30, embora a sua opinião deva ser respeitada. Os pais devem fazer compromissos com os filhos mas mantendo a capacidade de decidir', acrescenta.
 
Daniel Sampaio alerta ainda para a questão da segurança, à qual os pais devem estar particularmente atentos, dada a existência de riscos, hoje em dia, que não existiam anteriormente. 'Uma coisa é correr alguns riscos, próprio da adolescência, outra é ter um comportamento de risco permanente', avisa.
 
Normalmente esse comportamento comporta mais do que uma variável e traduz-se, segundo o médico, no consumo de álcool e drogas, absentismo escolar, depressão, auto-mutilação e sexo sem protecção.
 

domingo, 24 de outubro de 2010

Em Novembro acontece...






Actividades da Pin-ANDEE durante o mês de Novembro:

05/11/2010
O que acha que poderá ser a “ Casa do Futuro Inclusiva”?
Venha descobri-la no dia 05/11/2010, às 18h00, no Museu das Comunicações. Contamos consigo!...
A entrada é livre para os associados da ANDEE.
A inscrição é obrigatória através de proandee@gmail.com (máximo de 20 pessoas)
A Fundação Portuguesa das Comunicações - Museu das Comunicações
Rua do Instituto Industrial, 16- 1200-225 Lisboa

Metro: Estação Cais do Sodré (linha verde) Comboio: Estações Cais do Sodré e Santos Autocarro: 714, 28, 732 (Av. 24 de Julho); 60 e 794 (Lg. Conde Barão); 706 (Av. D. Carlos I) Eléctrico: 25 (Lg. Conde Barão); 15 e 18 (Av. 24 de Julho)
Parque de estacionamento (pago): Lg. Vitorino Damásio

06/11/2010
Ciclos de sábado: “Falando com quem faz….”
DATA: 06/11/2010 – Das 10h00 às 13h00
TEMA: Programa de Enriquecimento Instrumental de Feuerstein
DINAMIZADORA: Ana Cristina Reis
LOCAL: Associação Nacional de Docentes de Educação Especial – Instituto Piaget - Pavilhão C -Sala 28 - Quinta da Arreinela de Cima, 2800-305 Almada (Junto à estação do Pragal – FERTAGUS)

Associados: Entrada Livre
Não Associados: 7,50€

08/11/2010
Ciclo Luso-Espanhol de conferências sobre Educação Inclusiva
DATA: 08/11/2010 – A partir das 17h30
TEMA: “A Inclusão começa em casa” Vitor Franco – Universidade de Évora “Aulas inclusivas y aprendizaje cooperativo” Pere Pujolás – Universidade de Vic

LOCAL: Universidade de Évora, Évora
Associados: 7,50€
Não Associados: 15€

Para efectuar o pagamento das acções formativas deverá realizar a transferência bancária para o NIB: 0036 0106 9910 0042 3297 4 enviando o comprovativo, de preferência digitalizado, para proandee@gmail.com

sábado, 23 de outubro de 2010

"Orlando de vez em quando"

Hoje, ao assistitir uma palestra abordou-se o habitual muro de lamentações de muitos docentes, desde a falta de recursos à constatação das diversas problemáticas dos alunos. Por momentos, veio-me à memória a canção cantada por Jorge Palma, no projecto "Cabeças no Ar" que por vezes partilho em ambiente de formação. O que faz um aluno se sentir "patinho feio" num espaço que lhe é dedicado por excelência?
Acredito que mais do que lamentar, importa reflectir como cada docente assume o seu papel na responsabilidade de que a igualdade seja um direito efectivo para todos, sem excepção,  respeitando as especificidades individuais. A escola é responsável por educar os individuos em conjunto, procurando o potencial individual, quer nas suas capacidades como nas fragilidades, assumindo o compromisso da diferenciação pedagógica para todos.
EC

"Orlando de vez em quando"
Letra de Carlos Tê. Música de Rui Veloso

Sou um patinho assim, assim

Não há quem repare em mim
Não sou triste nem zangado
Eu sou só um pouco reservado


Não sou loiro, não sou alto
Não corro muito depressa
Não tenho tempo de salto
Não remato nunca de cabeça


Eu sou o Orlando
E só venho à escola
De vez em quando
De vez em quando


Os dias lá no meu meio
São muito mais não que sim
Não sou um patinho feio
As águas é que fogem de mim


Se as águas fossem iguais
P’ra quem começa a nadar
Talvez eu viesse mais
Talvez até ousasse voar


Eu sou o Orlando
E só venho à escola
De vez em quando
De vez em quando


Se alguém se lembrar de mim
E disser: “O Orlando não veio.”
Digam-lhe que hoje vim
Mas fiquei sozinho no recreio


Eu sou o Orlando
E só venho à escola
De vez em quando
De vez em quando

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Falando com quem faz...no Norte






Decorrerá no dia 23/10(sábado) mais uma sessão do ciclo “Falando com quem faz...”. Desta vez o tema será “Ajudas Técnicas e Sistemas de Apoio à Comunicação ”, a cargo de Helena Fernandes e Helena Nunes.

A sessão promovida pela Pró-Inclusão-Associação Nacional de Docentes de Educação Especial realiza-se das 10h00 às 13h00 na Universidade de Aveiro: Ciências da Educação - Campus Universitário de Santiago.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Partilha-se com quem quer receber...

Ontem, perante um discurso pouco inclusivo (do meu ponto de vista) calei-me. Quem me conhece sabe que é pouco comum essa minha atitude..
Ficar calada e não me indignar perante tais afirmações.(?) Confesso que depois me corrói por dentro ficar calada…
Contudo, como um grande mestre me ensinou, há coisas que já não valem a pena.
Discutir se a inclusão é válida ou não, já está fora “do prazo de validade”, ou seja não estamos em tempos de fazer crer que a educação inclusiva vale a pena. Ponto final.
A escola deve ter mais respostas individuais e não um pacote homogéneo de soluções.
"Pobres" de espírito(digo eu) os que não acreditam que o caminho só pode ser da Inclusão, sendo a escola um lugar que tem que se adaptar aos alunos e não o inverso.

E pronto, calei-me, porque considero que só se partilha com quem deseja receber….

Só em partilha, dando mais do que se espera receber, é possível fazer da nossa sociedade educativa e não só, um bom motivo para acreditarmos que é na constante aprendizagem e permanente reflexão, que contribuímos para essa mesma comunidade da qual fazemos parte.
Porém, também é verdadeiro, que só conseguimos partilhar com quem deseja receber. É impossivel partilhar com os que consideram que já sabem tudo e não têm mais nada a aprender, sabendo-se que é essencialmente na reflexão e na partilha sobre a construção da identidade dos profissionais de educação, que se constrói uma profissão e uma educação mais qualitativa e inclusiva, estimular o conhecimento, ousando, e sobretudo reflectindo, no intuito do desenvolvimento, elevando permanentemente, assim a qualidade das nossas práticas.
EC

INTERNATIONAL HANDBOOK OF TEACHER EDUCATION WORLD-WIDE”

Acaba de ser publicado o “INTERNATIONAL HANDBOOK OF TEACHER EDUCATION WORLD-WIDE” editado pela Atrapos Editions (Athens).

Esta obra, pretende ser uma importante contribuição para a bibliografia internacional em Ciências da Educação, designadamente na área da formação profissional de docentes.

O Handbook é prefaciado pelo prestigiado pedagogo francês, Prof. Gaston Mialaret e tem como editores internacionais os professores Kostas G. Karras, da University of Crete, na Grécia, e Charl C. Wolhuter da North-West University, na África do Sul.

O capítulo respeitante a Portugal foi redigido pelos professores João Ruivo (Instituto Piaget, CIPSE e Prof. Aposentado do IPCB) e Helena Mesquita (IPCB - Instituto Politécnico de Castelo Branco e CIPSE).


Dado que se trata de uma obra, considerada pelos especialistas, como indispensável aos investigadores e às Instituições de Educação, os editores já a colocaram disponível, sob encomenda, no site
http://www.atrapos-editions.gr/.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Respostas simples















As respostas simples podem ser redutoras, ouvi hoje.
Respostas simples podem não ser frutíferas mas podem, por vezes, constituir uma boa capacidade de resposta. Citando Fernando Pessoa “só os espíritos superficiais desligam a teoria da prática” isto porque, apesar das respostas serem simples e puderem resultar elas nunca estão (aliás nunca podem estar), desprovidas de validação de prática e conceptualização teórica. São os minutos que dedicamos às pessoas com que nos cruzamos que fazem a diferença. Os aprendentes permanentes (como definido por Field, 2008), são aqueles que ao longo da vida aprendem diariamente, que reconhecem que são transmissores de conhecimento e de esperança onde a prioridade é olhar a felicidade dos outros numa responsabilidade acrescida que temos como cidadão com cada um que nos cruzamos, reconhecendo, digo eu, que mais do existirem leis com um manancial de respostas, o legislador não pode impor, caso contrário muitas decisões seriam cegas e é no local da prática que cada docente tem que decidir. Ensinar é “agir na urgência e decidir na dúvida” (Perrenoud, 1999).

Na realidade, a construção da escola cidadã é uma tarefa árdua e difícil, no que concerne às questões educativas. Já António Sérgio dizia: ‘Somos assim, os pedagogistas. Temos que nos apegar a um trabalho imenso, paciente, humilde, aleatório, aventuroso, como quem vela e como quem espera – ilimitadamente – pela estrela longínqua que deverá luzir’”.
Respostas simples, sim podem resultar no contexto, mais do que encontrar problemas há que no apegarmos aos desafios, educando em contexto, privilegiando-se a aprendizagem em todas as situações, mesmo com respostas simples mas que podem ser eficazes!
EC

domingo, 10 de outubro de 2010

Olha-me nos olhos

John Elder Robison. (2010) Editorial Presença.

Mais um livro escrito na primeira pessoa, que hoje, tendo-se o conhecimento  sobre uma forma de autismo designada síndrome de Asperger, é fácil perceber a revolta do autor. Na sua infância, os seus estranhos hábitos afastaram-no daquilo que desejava, ter amigos.



Lamentando eu própria, o facto de que no passado (?) os profissionais de educação não tenham estado desde sempre “despertos” para a diferença (se porventura hoje o cenário se encontra muito diferente), existindo ainda um percurso a fazer nesse sentido, o autor deste livro revela bem o quanto importante é a aceitação da diferença, para alguém que só aos quarenta anos lhe é diagnosticado a síndrome, é a prova de que vale a pena ser asperger para ter a capacidade de precisão descritiva e bom humor que recheia este livro.



Uma autobiografia, que sem recorrer ao drama, apesar de algumas memórias eventualmente traumáticas conta o percurso de uma vida antes e depois de um diagnóstico, numa adaptação curiosa à vida funcional, mas onde são constantemente relembradas as necessárias oportunidades.



O livro inclui ainda sites e livros sobre a temática. Um livro talentosamente bem escrito, por um fabuloso contador de estórias, que faz desejar que o livro não termine nunca. Claro que me ficou o desejo intenso de ler “Correr com Tesouras”, e agora já nada é igual quando ouço alguma música dos Kiss.


Elvira Cristina Silva

Publicado posteriormente in: Newsletter nº 48 - outubro 2012 (2ª quinzena) pág.6 - Pin-ANDEE

Quando as lembranças acontecem

Gestos de gentileza virtuais e reais

Redes Sociais, tais como o Twitter, Orkut, Facebook e afins são ótimos recursos para nos lembrar de datas que são importantes para nós e para todos os que estão, de algum modo, agregados às nossas páginas pessoais.

Dias das Mães, Pais, Idosos, Crianças, Datas de Aniversários e afins são lembradas com uma facilidade muito superior a de alguns anos antes, tudo porque é muito mais simples abrirmos nossas páginas e descobrirmos, por exemplo, os próximos aniversariantes e, facilmente, encaminharmos uma mensagem que é capaz de promover sorriso, alegria e satisfação àqueles que a recebem.

Tais características podem servir de momentos de reflexão em nossas salas de aulas, pois é muito importante nós sondarmos com os nossos alunos até que ponto os gestos de gentileza virtual podem ser reconhecidos como realmente válidos a nós enquanto pessoas carentes de relacionamento interpessoal ou, ainda, se tais gentilezas são tidas apenas como mero hábito que é seguido pelos internautas.

Refletir sobre as características de “amizades” virtuais, aliás, é prática que precisa ser contínua em nossas escolas, pois muitos são os alunos que estabelecem contato com pessoas de outra parte do mundo, mas nem sabem o primeiro nome do morador ao lado de sua casa, o nome das pessoas que convivem, ainda que de forma superficial, diariamente.

É interessante o professor introduzir momentos de reflexão, também, sobre o fato de algumas mensagens virtuais não serem bem-recebidas por algumas pessoas, normalmente as que são mais requisitadas, dado que muitas mensagens são encaminhadas a uma lista gigantesca de pessoas e, assim, terminam por encherem demasiadamente nossa caixa de e-mail ou nosso espaço nas Redes Sociais.

Ainda sobre este tema há, inclusive, a possibilidade de abordagem sobre a questão de algumas pessoas, as quais ainda não têm o hábito das vivências no “mundo virtual” e diante de algumas lembranças da data de seu aniversário, por exemplo, sentirem-se extremamente privilegiadas pelo fato de muitas pessoas terem se lembrado desta data tão importante em suas vidas.

Ora, é importante considerar que é perfeitamente comum e possível no dia de nossos aniversários, nos Dias das Mães, Pais e afins, pessoas que nem ao menos conhecemos pessoalmente lembrarem-se fielmente de nós em datas-chaves, vamos assim dizer.

É de nosso conhecimento que parte significativa destas pessoas lembrou-se de tais datas simplesmente pelo fato de nós estarmos inseridos em suas “vidas virtuais”, ou seja, de modo abstrato e, nestas condições, a lembrança só ocorreu devido aos lembretes que são, continuamente, expostos em nossas páginas do Orkut, Facebook e afins.
 
Até que ponto uma mensagem virtual com palavras belas e gentis pode ser considerada importante para nós? Quem são as pessoas de nossa convivência real que se lembram de momentos especiais para nós? A verdade é que num mundo tão cheio de indiferenças, os recursos virtuais que nos possibilitam encaminhar belas mensagens em datas importantes ao outro são dignos de aplausos, pois todo gesto que tem a intenção de nos fazer feliz pode, perfeitamente, ser entendido, compreendido e bem-aceito por nós.

Diferente do que ocorre em grande parte das vezes, se você hoje recebeu uma mensagem bonita, leia e sinta-se feliz por tê-la recebida, pois alguém se lembrou de você, você é importante para alguém, sinta-se assim, pois todos nós somos membros de um corpo maior, no qual cada parte é fundamental para o funcionamento de um todo.

Se hoje é um dia especial para você, receba nosso abraço virtual e nossos desejos de muita paz, desejos estes que, apesar da distância que existe entre nós, são reais, concretos e muito sinceros.

As lembranças, ainda que apoiadas pelos recursos tecnológicos presentes nas Redes Sociais, como nós temos hoje abordado, são dignas de serem bem-recebidas por nós, pois “gentileza gera gentileza”, ainda mais em dias como os nossos.

Como estamos falando em lembranças, aproveite para fazer das gentilezas virtuais um bom exercício para ser executado no presencial, no concreto, entre as pessoas que diariamente estão conosco, seja em nosso trabalho, na companhia dos nossos vizinhos, em meio aos nossos familiares, em meio aos nossos alunos, em meio àqueles que desejam ser privilegiados por um sorriso, por um bom-dia, por um gesto de cortesia e de amabilidade

Erika de Souza Bueno Consultora-Pedagógica de Língua Portuguesa do Planeta Educação. Professora de Língua Portuguesa e Espanhol pela Universidade Metodista de São Paulo. Articulista sobre assuntos de língua portuguesa e família. Editora do Portal Planeta Educação

O segredo das crianças felizes

O Segredo das Crianças Felizes

Biddulph, S. (2001), O Segredo das Crianças Felizes. Queluz: Alda Editores.




Este livro, traduzido para português, com revisão técnica de Ramos Leitão revela-se um guia educacional para pais e educadores. Aborda assuntos concretos, orientando para a solução de alguns problemas comuns, possuindo ilustrações e pequenas histórias com algum sentido de humor, mas com muito bom senso em termos pedagógicos.

Aborda essencialmente o problema, que muitos de nós conhecemos bem de perto, que é o de enquanto crescemos, ouvirmos afirmações sobre nós e de certo modo passarmos a ser programados por elas, como se de uma profecia se tratasse. Isto porque, segundo o autor (terapeuta familiar), rebaixar as pessoas tem efeito hipnótico e actua inconscientemente, influenciando o juízo de valor que cada um tem de si próprio. "Sem se aperceberem disso, os pais incutem mensagens nas mentes dos filhos, e, se estas mensagens não forem fortemente contrariadas, acabarão por se repercutir ao longo de uma vida inteira"(p.21).
Está tudo na forma como falamos às crianças. Podemos e devemos, ser honestos com os nossos sentimentos, mas falando com elas sem as rebaixar.

O título do livro será porventura um pouco utópico, no entanto, o que o autor pretende "são miúdos que consigam lidar e viver com os muitos sentimentos que a vida proporciona. A felicidade é o objectivo, mas sentirmo-nos à vontade e experimentarmos todas as emoções que a vida nos traz é muitas vezes a melhor maneira de lá chegar"(p.79).

Todos os sete capítulos que sucedem ao primeiro referem algumas estratégias de nos relacionarmos com as crianças. Deixar que as crianças decidam escutando activamente. Saber lidar com as emoções (possui um inquérito de avaliação da literacia emocional da criança). A importância da assertividade nos adultos. A responsabilização das crianças e jovens nas tarefas domésticas. As fases de desenvolvimento características de cada idade e como salvar a vida de pais, para quem o cansaço é um risco diário, são alguns dos assuntos abordados nesta obra, possuindo ainda um apêndice com indicações para diversos intervenientes (profissionais de educação e não só) junto das crianças.
Livro recomendado a todos os pais, constituindo um perfeito "auxiliar de memória" para todos os que trabalham em educação.
EC

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Google faz homenagem aos 70 anos de John Lennon (celebrates the 70th ann...

Crianças (e pais) em risco

Crianças (e pais) em risco

Pires, A. (2001), Crianças( e pais) em risco. Lisboa: ISPA.


Hoje, falar deste livro, vem mesmo a propósito, num dia (como em tantos, é certo)  em que me deparei com as lutas constantes de pais em busca de respostas para as problemáticas dos seus filhos. Pais que fazem a diferença, que batem todas as portas, que reivindicam os seus direitos e nem sempre, infelizmente, encontram nos técnicos especializados as respostas mais adequadas principalmente no respeito que qualquer cidadão merece.  

A tarefa da parentalidade está, actualmente, acerbada de situações que consomem tempo e algum esforço... Mais árdua se torna quando acrescida de condições de vida adversas, como sejam os casos de doenças crónicas nas crianças, como a asma, diabetes, insuficiência renal, fibrose quística ou cancro, se é portadora de trissomia 21, de autismo, se nasceu prematura, se a mãe é seropositiva, ou se encontra deprimida, ou ainda se é vítima de abusos e maltrato.

Do autor, em conjunto com outros técnicos, esta obra espelha os estudos realizados até esta data, sobre estas temáticas, tendo sido utilizada como metodologia, a técnica de entrevista a pais e mães (estas na sua maioria) sobre o comportamento inerente, isto é, vivências, dificuldades sentidas, expectativas, anseios e estratégias utilizadas, enfim como se comportam e se adaptam ou não, face às diversas problemáticas, analisadas e codificadas segundo o método da “Grounded Theory”.

O livro inclui ainda um capítulo com um texto introdutório sobre a aplicação desta teoria, os seus objectivos e a sua integração em investigação.

Os contributos desta obra, que aborda em doze capítulos, o tema comum da dimensão social dos padrões da parentalidade, nas primeiras idades em diversos contextos de interacção da família, coloca novas questões face à parentalidade, numa necessidade de repensar as relações de pais e filhos em situação de risco, quando muitos destes aspectos são negligenciados por diversos técnicos. Desde a incerteza perante os problemas das crianças, à preocupação face às limitações destas no futuro.

É sem dúvida um trabalho recomendável, e citando Eduardo Sá, aquando da apresentação deste obra, “trata-se de um livro de quem está humildemente a falar sobre o que estuda”.

Elvira Cristina Silva

Percursos e Desalentos

Nas visitas a alguns cantinhos virtuais descubro alguns desalentos, desmotivações enfim alguns dias sem cor...Apesar de alguns constrangimentos que nos unem, dos percursos de cada um, é pelo caminho que escolhemos que devemos ir. Independentemente dos degraus que subimos nas escadas que nos surgem, das pedras que encontramos nos caminhos, é nas respostas simples que podemos ver um desafio em vez de um problema.
Li algures numa frase, que devemos fazer tudo como nos contemplassem e acredito que é uma boa máxima. Nós somos o que dizemos, fazemos e aquilo em que acreditamos. Já o disse em alguns contextos: o sol quando nasce proporciona um espectáculo inigualável e poucos estão lá para apreciar. Podemos pensar que estamos sozinhos mas haverá sempre quem nos contemple.
EC
“Só a alegria
De alguns compreenderem
Bastará!
Porque tudo aconteceu
Para que eles compreendessem
Que as águas mais turvas
Contém às vezes
As pérolas mais belas.”
Vinicius de Moraes


Um abraço cheio de alento

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Do outro lado do Mundo

Acabo de receber um livro fabuloso, oferecido pelo próprio editor, o meu caríssimo Prof. David, companheiro de alguns afazeres e cúmplice de alguns percursos por mim traçados, mas que em muito a ele devo.
Esta deliciosa obra, reúne cinquenta e duas poesias haiku, (forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objectividade), sendo vinte seis de crianças portuguesas (de cinco e seis anos de uma escola de Lisboa, num projecto do editor e a educadora Patrícia Bandeira) e vinte seis de crianças da Nova Zelândia, através do neozelandês Doc Drumheller. Um projecto que possibilitou este delicioso livro, onde se aprende que "os braços e as vozes das crianças, ainda que pareçam pequenos e frágeis, são maiores do que a Terra quando querem abraçar e cantar juntos" (da introdução).

“Do outro lado do mundo", mais do que fluxos do pensamento, é uma fonte de palavras num percurso fantástico através da poesia, bela, como são as crianças, que se tivesse que escolher um dos poemas do livro, seria injusta na selecção. Elas fazem parte de um todo que se ajustam e conjugam num verbo perfeito.
Em qualquer lado do Mundo: Delicosamente poético!!

EC


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Einstein nunca amou

"Einstein nunca amou". de José Eduardo Carvalho (2010). Lisboa: Clássica Editora

Mais do que um romance ou uma história ficcionada, é uma obra de cultura geral que se posiciona entre a ficção e a ciência. Temáticas como a enologia, física, neurologia, genética, genealogia, I e II Grande Guerras, dados da história de Lisboa com um fiel retrato da vida de imigrantes e apoios sociais, são alguns dos exemplos abordados neste livro que nos permite alargar os nossos conhecimentos nas diversas áreas.

Um crime de corrupção é o ponto de partida para um novo rumo na vida de José Bernardo, personagem central desta história, investigador e professor, que tem a mesma vulnerabilidade biológica diagnosticada a Albert Einstein - a síndrome de Asperger, constituindo assim, também este livro, um manual neurológico esclarecedor sobre esta síndrome. O estudo do desenvolvimento humano e do envelhecimento que lhe é inerente também não é esquecido neste livro.

Ler este livro é uma dualidade entre desejarmos entender o envolvimento de José Bernardo como antropólogo forense, na descoberta da verdade dos acontecimentos a par da descoberta de emoções e sentimentos que envolvem a sua problemática. Pessoalmente, não posso deixar de realçar a relação que estabelece com os seus alunos e do modo como surge a ideia do título do livro.

Apresentado no Dia Internacional do Asperger, a 18 Fevereiro de 2010, na sede da Sociedade de Geografia de Lisboa, esta obra, goza ainda a particularidade do seu autor fazer reverter todas as receitas para a Associação APSA Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger. (www.apsa.org.pt).

Recomendo a sua leitura pela forma como nos prende desde a primeira página, agradecendo ainda ao autor a particularidade de ficar a saber mais sobre a ascendência e registos do apelido Silva.

ver também

Dia Mundial dos Professores






Hoje, 5 de Outubro, comemora-se o Dia Mundial dos Professores. Dia que assinala a data em que, em 1966, OIT e UNESCO aprovaram a declaração sobre a condição de professor.
A Pró-Inclusão - ANDEE enviou esta carta aos seus associados, dirigindo-se obviamente a todos os professores. 

Caros associados da Pró-Inclusão


1. Todas as metas de desenvolvimento para o século XXI passam pelo investimento, melhoria e reforço dos sistemas educativos. A Educação é essencial para a promoção do desenvolvimento económico, ético, de valores, de ecologia, de solidariedade e de humanidade nas sociedades humanas.

2. O papel fundamental da Educação no progresso da Humanidade não tem sido encarado com a importância devida. Segundo a UNESCO, cerca de 75 milhões de crianças não terão acesso até 2015 à Educação. Os sistemas educativos, mesmo os países mais desenvolvidos, encontram também e frequentemente dificuldades em se desenvolverem plenamente devido à falta de recursos humanos e materiais.

3. De todos os recursos que a Educação necessita, os professores são certamente os mais valiosos e decisivos. Passa por eles a parte mais significativa do processo educativo não só no que respeita à aquisição de conhecimentos e saberes pelos alunos mas também a aquisição de valores humanos essenciais para a sua intervenção e participação, num mundo em crescente complexidade e acelerada mudança.

4. Os professores têm desempenhado o seu papel mesmo em condições difíceis. O passo acelerado das reformas educativas, os crescentes desafios de novas áreas de ensino, de estratégias de ensinio inovadoras, a heterogeneidade de escolas, famílias e comunidades, tudo isto tem tornado mais complexa a profissão de professor, exigindo novos conhecimentos e capacidades acrescidas para lhes responder.

5. Apesar destas dificuldades a resposta dos professores tem sido extremamente positiva e generosa. Os professores continuam a ser uma classe profissional que se destaca pelo seu apego à inovação e pela incessante procura de maior capacitação, para melhor responder aos desafios que lhe são colocados. As excepções são ínfimas ainda que muito mediatizadas.

6. Não obstante a sua imprescindível intervenção na área da Educação em Portugal os professores são, por vezes, menosprezados e a sua profissão diminuída. Ouvem-se opiniões que desvalorizam os saberes dos professores, que os criticam por terem “demasiada autonomia”. Esquece-se muitas vezes que sem professores não existe Educação.

7. Uma sociedade que coerentemente se queira desenvolver aprofundando a justiça social e o desenvolvimento sustentado, precisa de uma Educação de qualidade. Qualidade na Educação significa sobretudo que cada aluno e o conjunto dos alunos possam ser apoiados para desenvolver as suas capacidades e para usar instrumentos que lhes permitam ser pessoas participativas, criativas e felizes. E nenhum aluno pode ser deixado para trás neste esforço. Uma Educação moderna deve ter um compromisso com o sucesso - e não só com o acesso - de todos. De todos e cada um.

8. Evocamos, neste Dia Mundial dos Professores, os alunos com Necessidades Educativas Especiais assegurando a estes alunos e às suas famílias que os professores, todos eles, estão do seu lado para em cooperação promover o seu desenvolvimento a todos os níveis. Pensamos que a presença de alunos com Necessidades Educativas Especiais nas escolas regulares é um enriquecimento para todos os membros da comunidade e que devem ser sempre recebidos com a maior hospitalidade.

9. No Dia Mundial dos Professores em que se comemora o Centenário da República em Portugal, queremos homenagear os educadores da 1ª República que tão apaixonadamente acreditaram no papel da Educação. Queremos também celebrar a nossa profissão, manifestar como gostamos dela e como com ela nos realizamos como cidadãos e como pessoas. Queremos assegurar, com espírito de serviço mas também com a convicção da imprescindibilidade do nosso papel, que continuaremos a dar o melhor que sabemos, o melhor que pensamos e o melhor que sabemos agir para cuidar das crianças, dos jovens e todas as pessoas implicadas em programas de Educação em Portugal.

10. Para isso precisamos de todos. Não podemos fazer todo este trabalho sozinhos, precisamos que famílias, comunidades, entidades públicas e privadas estejam connosco. Precisamos, para fazer bem o nosso trabalho, da confiança, do respeito e da colaboração com todos. Precisamos que se invista no apoio e na capacitação dos professores. Porque ser professor é cuidar do melhor que nos pode trazer o Futuro.

A DIRECÇÃO DA ANDEE
http://proinclusao.com.sapo.pt/newsletter10.pdf

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DOCENTES DE EDUCAÇÃO ESPECIAL

http://www.proinclusao.com.sapo.pt/

domingo, 3 de outubro de 2010

Ciclo Luso-Espanhol de conferências sobre Educação Inclusiva.





´
Universidade Lusófona, Lisboa  - 11 de Outubro, 17h30


“Formação de Professores e Educação Inclusiva: como reformar os reformadores?”


David Rodrigues –Presidente da ANDEE


“Formación del Profesorado para la Inclusión -Experiencias de formación del profesorado en Inclusión”


Pilar Sarto –Universidade de Salamanca
 
PRO ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DOCENTES DE EDUCAÇÃO ESPECIAL

http://www.proinclusao.com.sapo.pt/
proandee@gmail.com

Dislexia

Quando nos tentamos lembrar de como aprendemos a juntar as primeiras letras para formar as primeiras sílabas e as primeiras palavras, dificilmente nos conseguimos lembrar de como pudemos fazê-lo em tão tenra idade.

Ao contrário da marcha e da fala, a aquisição da leitura e da escrita não é um processo natural; é necessária aprendizagem formal. Para alguns, essa aprendizagem é mais fácil pois rapidamente compreendem como se converte letras em sons e vice-versa.

Mas, por vezes, por razões de ordem neuropsicológica ou de maturação esses processos são tudo menos simples e fáceis. Quando tal acontece é necessário intervir adequada e rapidamente.

A dislexia é caracterizada por dificuldades significativas na aquisição e no uso das capacidades de escuta, de fala, de leitura, de escrita, de raciocínio ou das capacidades matemáticas.

Esta desordem intrínseca ao indivíduo, pode estar associada a uma disfunção do sistema nervoso central e pode ocorrer ao longo da vida.
 
Embora estas dificuldades possam ocorrer paralelamente a outras condições de incapacidade ou influências extrínsecas – tais como, diferenças culturais, ensino insuficiente ou inadequado - elas não são devidas a tais condições ou influências.
 
No DMS-IV, podemos destacar como critérios de diagnóstico:
Capacidade para a leitura, escrita e cálculo (...) substancialmente abaixo do nível esperado para a idade cronológica do sujeito, quociente de inteligência e escolaridade própria para a sua idade;

Os problemas de aprendizagem interferem significativamente com o rendimento escolar ou actividades da vida quotidiana que requerem capacidades de leitura, escrita ou cálculo;

Em presença de um défice sensorial, as dificuldades na capacidade de cálculo são excessivas em relação às que lhe estariam habitualmente associadas.

Esta desordem origina dificuldades de aprendizagem específicas:

Na leitura, nomeadamente no que diz respeito ao aprender os sons das letras, dividir as palavras em sons, erros e na compreensão da leitura e leitura lenta;

Na linguagem oral, nomeadamente má interpretação da linguagem ouvida, falta de consciência dos diferentes sons nas palavras e rimas, e dificuldade na organização dos pensamentos;

Na escrita, nomeadamente na organização das ideias, erros ortográficos e má caligrafia (forma das letras e organização espacial);

Na matemática, nomeadamente na memorização de factos matemáticos, dificuldade na sequencialização dos passos para a resolução de problemas e transposição de dígitos em números.

Esta dificuldade em aprendizagens específicas tem impacto nas crianças e nos jovens, onde destacamos:
 
Falta de controlo sobre si mesmo;

Dificuldade de ajustamento à realidade;

Problemas de comunicação;

Auto-conceito e auto-estima baixos;

Reduzida tolerância à frustração;

Impulsividade;

Falta de avaliação crítica;

Ausência de discermimento;

Falta de percepção social;

Falta de cooperação;

Raramente antecipam as consequências dos seus comportamentos.

Esta desordem pode ter como consequências reações interiorizadas na criança e nos jovens, como a ansiedade, o evitamento do trabalho escolar, timidez e/ou vitimização, doenças psicossomáticas, recusa em ir à escola e baixa auto-estima.
 
Neste sentido, avaliação e intervenção é bastante importante para colmatar consequências mais graves. Tendo como principais objectivos o despiste diferencial, facultar linhas orientadoras ao nível da intervenção, e avaliar os progressos após a intervenção.

Momentos- Curta Metragem de Nuno Rocha

Numa noite normal, com o passado largado da memória, um homem é transportado, de forma inesperada, no lugar a que tem por “casa”, até às lembranças de um tempo que viveu.
Fragmentos de felicidade e instantes de sublime partilha, desfilam no seu olhar, como apontamentos de esperança de um passado que não voltará a repetir-se…

Nuno Rocha está de parabéns, perante a excelente qualidade desta curta metragem. A  a distância entre um obra prima e a realidade pode ser muito curta...


Liberdade ontem na Tapada das Mercês

Ontem, Liberdade deu mais um concerto. Desta vez na Casa da Juventude na Tapada das Mercês. Não teve casa cheia. É  certo que sábado, meio da tarde, junto a um feriado que se aproxima, os U2 em Coimbra, enfim, condicionamentos que não impediram a quem esteve presente mais um bom momento de alma cheia. Mas claro eu sou suspeita.
A todos os que possibilitaram este espectáculo e aos que o tornaram possivel com a sua presença um enorme Obrigada.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Síndroma de Down: Leitura e Escrita.

Troncoso, Maria Victoria e Del Cerro, Maria Mercedes (2004). Síndroma de Down: Leitura e Escrita. Porto Editora
 
Da colecção Necessidades Educativas Especiais, dirigida por Luís Miranda Correia, esta obra de leitura acessível, possibilita não só o conhecimento do desenvolvimento das funções cognitivas de indivíduos com Síndroma de Down, como explica um método de leitura e de escrita para trabalhar desde cedo com estas crianças. Em treze capítulos é descrito um método baseado em pressupostos psicolinguísticos que permitem estimular a criança a ler precocemente e a iniciá-la no mundo da escrita. Bastante útil para a elaboração de estratégias educativas eficazes a ter na prática da iniciação ao mundo da leitura e da escrita.
Elvira Cristina Silva in CEI nº 81 (Maio/Agosto 2007)

Domesticar a hiperactividade e o défice de atenção

Sauvé, Colette (2006). Domesticar a hiperactividade e o défice de atenção – Climepsi editores.
 
A tradução do título deste livro não é, na minha opinião, muito feliz. Do título original “Apprivoiser l´ hiperactivité et le deficit de l´attention“, questiono a tradução da palavra “Apprivoiser“, que na sua tradução significa amansar, domesticar, familiarizar. Assim, para traduzir o referido termo, eu preferiria o termo familiarizar, pois é disso que se trata. Mais do que nos impormos (domando ou dominando, como se isso fosse plausível em desenvolvimento humano), é uma questão de vivermos face a uma perturbação neurológica, onde faz todo o sentido, quando se apela a uma sociedade inclusiva (escola, família, comunidade), procurar nesta problemática os seus pontos fortes e encontrar estratégias para convivermos e aprendermos com a diferença. Familiarizar, é o termo, sem dúvida, mais correcto para quem (con)vive com esta problemática e que eu escolheria para o título deste livro. À parte este pequeno reparo, é um livro despretensioso que, de uma forma clara e simples, aborda em quatro capítulos, como compreender as características e a causa desta síndrome. Fornece estratégias simples, eficazes e coerentes, necessárias para a organização das rotinas familiares e escolares de crianças e adolescentes com esta problemática. Uma particularidade interessante neste livro é na indicação de referências bibliográficas, a particularidade de sugestões de livros para pais e de leituras para crianças nesta área temática, ainda que, em língua estrangeira.
Elvira Cristina Silva in CEI nº 81 (Maio/Agosto 2007)

Leituras

Leituras
Os livros que se seguem apresentam as minhas opiniões sobre os mesmos. Exclusivamente o meu "ponto de vista". EC

Para além do óbvio- Histórias sociais

Para além do óbvio- Histórias sociais
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Autismo

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30 anos, 30 pessoas, 30 histórias

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Índice médio de felicidade

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Eu até sei voar

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Mágoas da Escola

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CINCO PAIS NATAIS E TUDO O MAIS

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Deixa-me entrar

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Caderno de Tóquio

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Le goût des glaces

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Não os desiludas - histórias da escola

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Eu quero Amar, Amar perdidamente

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A ferramenta que faz os contos

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A arte de ensinar

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O Futuro da Escola Pública

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A inclusão nas escolas

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Crianças em Risco VOL 4

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A vida na porta do frigorífico

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O mundo segundo BOB

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A Saga de um Pensador - O Futuro da Humanidade

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A intuição leitora, a intuição narrativa

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Tu tens direito

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Políticas educativas em Portugal

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Mafaldisses - crónica sobre rodas...

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Todas as cores do vento

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Prisioneiro em mim

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Crónicas do avó Chico

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PSICOMOTRICIDADE – Jogos facilitadores de aprendizagem

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Fala Comigo

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Sara, A Luz

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Indisciplina Na Escola

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O quarto de Jack

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A Magia das chaves

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Gaudi, um romance

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o ladrão de Sombras

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Partes de mim

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História de uma esquizofrenia - Jérémy, sua família, a sociedade

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Maria e Eu

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Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

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Rafeiro Perfumado: "Are you ladrating to me?!?"

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"Rafeiro Perfumado: a minha vida dava um blog"

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O menino de Cabul

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A Educação na Finlândia: Os segredos de um sucesso

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"Aproveitem a vida"

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"Olha-me nos Olhos"

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"Einstein nunca amou"

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"Mais alto do que as palavras"

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Temos de falar sobre o Kevin

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Os Mistérios do Sono

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Quem mexeu no meu queijo

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Aprender Juntos para Aprender Melhor

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A criança que não queria falar

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Domesticar a hiperactividade e o défice de atenção

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Síndroma de Down: Leitura e Escrita

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Inclusão - Um guia para Educadores e Professores

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O jardim de infância e a família

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Organização da componente de Apoio à Familia

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Contributos para o estudo das práticas de Intervenção Precoce em Portugal

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O segredo das crianças felizes

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Crianças (e pais) em risco

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Comportamentos e estratégias de actuação na sala de aula

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Educar com os pais

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A Criança e o Medo de Aprender

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Hiperatividade Eficaz

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A criança e o psicólogo

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A matemática no pré escolar

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A experiência motora no meio aquático

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Problemas de alimentação na criança

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A Intervencão Precoce e a criança com Síndrome de Down

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Educar, promover, emancipar - os contributos de Paulo Freire e Rui Grácio para uma Pedagogia Emanci

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Da investigação às práticas

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Valores Educativos, Cooperação e Inclusão autor: Ramos Leitão(Salamanca 2010)

Ouvindo o silêncio

O estranho caso do cão morto

Mal entendidos