segunda-feira, 31 de maio de 2010

Classificação Internacional de Funcionalidade leva à reflexão

"O uso da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde em educação causa mais danos aos alunos com Necessidades Educativas Especiais do que lhes traz benefícios", esta é a conclusão do primeiro estudo sobre a matéria.

"A Educação Especial é uma das áreas mais negligenciadas do sistema educativo português." A crítica vem de Luís de Miranda Correia, investigador da Universidade do Minho, autor de Modelo de Atendimento à Diversidade (1995) e um dos maiores especialistas portugueses nesta matéria. Durante o primeiro Encontro Internacional de Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especiais (NEE), realizado em Braga, este fim-de-semana, o investigador apresentou um estudo sobre a "Utilidade da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) em Educação".

Trata-se de um instrumento de uso obrigatório para a elegibilidade de um aluno com NEE para beneficiar dos serviços de educação especial e de um programa educativo individual (PEI). No entanto, para quem lida diariamente com alunos com NEE, a CIF é apenas um instrumento "burocrático", "subjectivo" e "inútil".

Os resultados do estudo realizado por Luís de Miranda Correia e Rute Lavrador confirmaram o que há muito os professores de Educação Especial já sabiam: obrigar ao uso da CIF para servir de base à elaboração de um programa educativo individual foi um dos erros cometidos no Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro. Rute Lavrador vai mais longe ao afirmar que o uso da CIF em educação "é altamente desaconselhado", pelo que na sua opinião o decreto-lei devia ser "suspenso" ou "revogado".

No final, a legislação apenas decepcionou quem, como Maria Leitão, professora de Educação Especial, no Agrupamento de Escolas Taveiro, em Coimbra, esperava um documento "que inferisse mais nas práticas, no como fazer e trabalhar e nas metodologias". Esta é a maior dificuldade no que toca a leccionar para alunos com NEE.

De facto, um outro estudo, ainda a publicar, realizado por alunos de mestrado em Educação Especial, veio mostrar que para muitos professores a inserção de alunos com NEE significativas na sua sala de aula não é bem-vinda devido à falta de recursos, à indefinição dos conceitos relacionados com a Educação Especial e à ausência de colaboração que deve existir nas escolas.

No que toca a conceitos como o de Necessidades Educativas Especiais ou de Inclusão, entre outros, usados diariamente pelos profissionais da Educação Especial, lamenta Luís de Miranda Correia: "Não há uniformidade!" Segundo o investigador, seria importante que estes conceitos "fossem perfilhados ao nível nacional", para que todos os intervenientes pudessem "falar a mesma linguagem e a partir daí criar um processo que levasse a respostas educativas eficazes para os alunos com NEE e criasse ambientes profícuos para que pudesse haver uma articulação entre a escola, os pais e os especialistas."

Com ou sem CIF?

Com mais de 20 anos de trabalho na área da Educação Especial, Maria Leitão não tem dúvidas: "A CIF teve como objectivo arranjar uma maneira de muitos alunos saírem da Educação Especial." Ao longo dos três anos em que foi coordenadora do serviço de Educação Especial, Maria Leitão apercebeu-se do quanto a CIF dificulta o trabalho nas escolas. "Para mim importante é descrever o perfil de funcionalidade do aluno em termos das suas competências, porque é a partir daí que planifico o PEI." Por isso, esta professora admite sentir até uma certa "desonestidade pedagógica", quando preenche a informação que lhe é pedida na CIF. "Estou a usar um instrumento que, para mim, não tem validade nenhuma", conclui.

Alice Couceiro, docente no Agrupamento Vertical António José de Almeida, em Penacova, não podia estar mais de acordo. A trabalhar na área de Educação Especial há 12 anos, a sua experiência tem confirmado a pouca utilidade da CIF. "A nossa observação do aluno, a avaliação e o trabalho que desenvolvemos antes [do preenchimento da CIF] é que nos permite saber que tipo de apoio o aluno precisa." Por isso, a sua forma de actuar é simples: "Se me chega um relatório ou uma referência, antes de classificar o aluno pela CIF, vou observá-lo e daí vejo logo se ele é ou não elegível para a Educação Especial." Posto isto, Alice Couceiro já se habituou a ver a CIF como uma mera formalidade. "Quando classifico um aluno pela CIF estou só a formalizar o processo."

Sobre o estudo de Luís de Miranda Correia e Rute Lavrador, que mostrou como a mesma criança com NEE foi classificada usando a CIF de modo diferente em sete agrupamentos, Alice Couceiro não se mostra surpreendida. E arrisca uma explicação para o sucedido: "As classificações foram diversas, porque quem as fez só olhou para a parte formal do processo, se existisse um conhecimento intrínseco da situação não teria acontecido assim."

Então, quantas crianças a CIF excluiu dos apoios de Educação Especial? Esta é a questão que tem incomodado os profissionais. Luís de Miranda Correia responde com alguns dados elucidativos das problemáticas que se inserem no conceito de necessidades educativas especiais. Cerca de 50% dos alunos com NEE têm dificuldades de aprendizagem específicas, entre 16 e 18% problemas de comunicação, entre 8 e 10% sofrem de perturbações emocionais e comportamentais, 6 e 8% sofrem de problemas intelectuais e 2 e 3% de outras problemáticas como o autismo, impedimentos visuais, auditivos e motores. Quase 90% dos alunos com NEE estão enquadrados nas quatro primeiras problemáticas. Por isso, "é importante considerar que estas crianças também têm direito a respostas por parte do sistema educativo", refere Luís de Miranda Correia.

No entanto, as dificuldades de aprendizagem específicas, que se prendem com problemas neurológicos ligados à cognição e se reflectem em dificuldades na leitura, no cálculo e nas interacções sociais, não são elegíveis para os apoios educativos especiais. "Como não as entendemos, não lhes damos resposta e é uma falha grave do nosso sistema não incluir estas crianças no atendimento das NEE", acusa Luís de Miranda Correia.

No encerramento do encontro as conversas versavam o estudo divulgado sobre a utilidade da CIF. Entre a assistência, um professor perguntava a Luís Miranda Correia, se já havia alguma reacção do Ministério da Educação à sua investigação. "O estudo só foi apresentado hoje", respondia o investigador. Ninguém arrisca antever uma reacção. Mas "no mínimo é preciso fazer-se uma reflexão", advoga Alice Couceiro.

Andreia Lobo

In Educare

Liberdade actua dia 2 de Junho

Liberdade actua dia 2 de Junho n Pavilhão da União Sintrense num espectáculo de Angariação de Fundos para Apoio à Terceira Idade
O espectáculo tem inicio às 20h30, Liberdade actua cerca das 21h30.


mais informações em:
http://www.myspace.com/dialogomudo09

sábado, 29 de maio de 2010

Prémio Dardos

Com o Prémio Dardos se reconhece os valores que cada blogueiro mostra cada dia no seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.

Foi com particular agrado que tomei conhecimento de ter sido o Pontos de Vista agraciado com o Prémio Dardos.
Sinto-me muito honrada por este prémio, oferecido com carinho, pela Isabel Pires do Blog http://bilroseberloques.blogspot.com/, o meu sincero obrigada.

O Prémio DARDOS tem três regras:

- Exibir a imagem do selo no blog.
- Exibir o link do blog que  recebeu a indicação.
- Escolher 15 blogs para dar indicação e avisá-los.

Ofereço com muito carinho e prazer, a:














São todos cantinhos muito especiais.
"Onde quer que nos encontremos, são os nossos amigos que constituem o nosso mundo." (William James)














Foto EC (2009)

«Por vezes julgamos que o que conseguimos é só uma gota de água no oceano. Mas sem ela o oceano estaria incompleto.»
Madre Teresa de Calcutá

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Imagens valem mais que mil palavras - Planeta Terra

consegue pensar em outras razões pelas quais crianças com necessidades especiais devem frequentar escolas comuns?

"Can you think of other reasons why children with special needs should attend ordinary schools"

(Extraído de documento da UNESCO, tirado da Internet, parte de documentos para orientação de professores com o nome: UNDERSTANDING AND RESPONDING TO CHILDREN´S NEEDS IN INCLUSIVE CLASSROOMS (Comprendendo e respondendo às necessidades de crianças em salas de aula inclusivas)

Traduzido do inglês e digitado em São Paulo por Maria Amélia Vampré Xavier, da Rede de Informações sobre Deficiências e Projeto Futuridade, Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, Fenapaes, Brasília (Diretoria para Assuntos Internacionais), Carpe Diem, SP, Sorri Brasil, SP, Rebrates, SP, Inclusion InterAmericana e Inclusion International em 13 de setembro, 2009.

Algumas pessoas fazem-nos perguntas se somos contra ou a favor da educação inclusiva, considerando que somos integrante da Diretoria Executiva da Federação Nacional das APAEs, já que alguns defensores inflexíveis da inclusão educacional acham que pertencer ao movimento apaeano é ser radicalmente contra a educação inclusiva, o que não é verdadeiro salvo no caso de pessoas muito radicais, que não prestam atenção ao que se passa em redor.

É verdade que existem no movimento apaeano correntes de pensamentos opostos a esse respeito, mas isso é salutar, as pessoas vão lendo, estudando, e frequentemente mudando sua opinião neste ou naquele setor específico. A verdade é que as escolas das APAEs durante meio século representaram o que mais se adequava a nossas famílias, e vivemos aqueles anos já longínquos, com muito amor no coração e muita vontade de ver nossos filhos se desenvolverem mais e melhor.

Mas o que de importante aconteceu nas escolas das APAEs foi que sempre representaram um lugar a que as famílias, angustiadas e cheias de medo, recorriam para começar a estimular os bebes que nasciam nos excelentes setores de Estimulação Precoce que temos por todo o Brasil. Nossas famílias, as apaeanas, sempre foram muito pobres, não tinham como têm alguns pais modernos o dinheiro necessário para levar os filhos ao psicólogo, ao terapeuta ocupacional, ao psiquiatra, ao neurologista. Não ganhavam o suficiente para manter a família: como gastar dinheiro com a criancinha que era mais lenta, parada, sem muita reação, se o essencial era alimentar toda a família?

O que acontece, e muitos professores têm nos relatado isso, quando uma criança com deficiência é matriculada numa escola comum, como deveria mesmo ser se obtivesse a ajuda necessária, se precisar de um psicólogo, um outro profissional para ajudá-la, essa ajuda dada através de serviços públicos variados tem uma demora de um, dois, mais anos. Claro que filhos de pessoas de classes abonadas, com o dinheiro pronto para despesas adicionais, podem e têm suas necessidades extras atendidas, são bem encaminhadas a escolas inclusivas nas quais contam com todos os recursos adicionais que precisam obter.

Não é nossa intenção confrontar famílias ricas com famílias pobres; todos nós sabemos, em nossa vida pessoal, que a questão de ter dinheiro é crucial, não havendo fartura dele não há tratamento odontológico, nem tratamento psicológico, muito menos a presença de um Cuidador, bem informado, que acompanhe a criança algumas horas por semana, contribuindo decisivamente para seu progresso como indivíduo..

Portanto, vamos todos caminhando no sentido do progresso, para o que contribuirá e muito a presença de pais e profissionais brasileiros na próxima e grande reunião de Salamanca, sobre educação inclusiva, em outubro 2009. Todos iremos sair ganhando com essa bela iniciativa!

Vamos ler com atenção o que a UNESCO nos diz sobre razões - e dificuldades – para a matrícula de nossos filhos com deficiências na escola boa para todos!

Plena Participação E Igualdade
A principal razão para que seja promovida a frequência de crianças com deficiências em escolas comuns, ou mesmo crianças vindas de ambientes muito desprivilegiados, é aumentar suas oportunidades de aprender através da interação com os outros e para promover sua participação na vida da comunidade.

Muitas vezes estas crianças são excluídas da sociedade. Elas podem estar escondidas em casa se tiverem aparência diferente, em razão de medo e superstição. Ou a pobreza força as família sa viver em favelas da cidade com poucas amenidades.. Frequentemente as necessidades dessas crianças não são reconhecidas e o pensamento geral é que têm pouco que contribuir para a comunidade. Porém, esta exclusão reduz as oportunidades das crianças de aprender, crescer e se desenvolver. Elas estão duplamente em desvantagem!Frequentar a escola local é a principal maneira de garantir que todas as crianças estão incluídas na sociedade.
As crianças não aprendem, simplesmente, só nas escolas. Elas aprendem com suas famílias, através de contato com colegas e amigos, e através da participação em todas as atividades variadas que ocorrem em comunidades. Porém, a frequência à escola ajuda a promover também estas outras formas de aprendizado.
Os professores têm uma responsabilidade específica para garantir que todas as crianças participem integralmente da sociedade e que tenham igualdade de oportunidade em educação.
Através de educação para todos deveria ser possível capacitar todos os seres humanos – incluindo deficientes – a desenvolver seu potencial máximo, contribuir para a sociedade e, acima de tudo, se enriquecer com sua diferença e não serem desvalorizados. No nosso mundo, constituído de diferenças de todos os tipos, não são os deficientes, mas a sociedade como um todo que precisa de educação especial a fim de se tornar uma sociedade genuína para todos.
Federico Mayor – ex-diretor geral da UNESCO.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

"Falando com quem faz"

Os ciclos de sábado da Pin- ANDEE, "Falando com quem faz" continuam no próximo sábado dia 29/05/2010.



Tema: Transição para a vida activa


Dinamizadoras: Maria de Belém e Alcinda Almeida


Local: FPCEUP


Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto


Rua do Dr. Manuel Pereira da Silva, 4200-392 Porto
http://proinclusao.com.sapo.pt/
inscrições em: proandee@gmail.com

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Diversidade

Sem mais palavras!!

Há pessoas diferentes

Cena do filme  "Amargo Pesadelo"
O vídeo é uma cena verídica.

O garoto não é actor, apenas uma criança com autismo que residia no local onde estavam   a ser realizadas as filmagens de "Amargo Pesadelo".

A equipe parou num posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o director teve a felicidade de encaixar e imortalizar no filme.

Vale a pena contemplar a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto...
a sua expressão num sorriso contagiante...

Ser Melga…

Ontem, durante uma conversa, chegámos ao termo melga...
Melga não tem para mim qualquer sentido pejorativo, para além da associação a um insecto, Ser Melga é aquele ou aquela que não larga, que ferra aqui e ali para fazer pela vida, não no sentido de sugar os outros sem nada dar em troca, até mesmo o próprio insecto quando pica deixa, normalmente, a marca da sua presença.
Ser Melga é usufruir do melhor dos que estão ao ser redor, cresce-se dando e recebendo. Ser Melga é quase  uma forma de estar na vida...
Ao procurar na net uma definição ou algo relacionado, encontrei um poema que revela bem esse sentido. Não pude deixar de constatar que se aplica ao que entendo por Ser Melga.
Aqui fica a partilha que dedico a todos os meus queridos melgas, aqueles que me fazem crescer em cada dia.
EC

Ser Melga…







Ser melga é um desafio! É viver um turbilhão; é estar confuso; é falhar; é crescer.

É ser inseguro e desconfiado.

É ser atento: aos outros, ao Mundo!

É estar em descoberta, em dúvida.

É fazer amigos para a vida em apenas um dia.

É preocupar-se; esforçar-se; superar-se.

É experimentar-se, conhecer-se.

É estar em constante excitação; é querer ser "O" mais, "O" melhor.

É querer ser incrível; querer ser super!

Ser melga, é ser crescido sem ainda o ser.

Ser melga é desejar ser tudo.

Ser melga, é ser mais."

Mafalda Sousa Guedes

terça-feira, 25 de maio de 2010

A sala de aula mágica

Uma amiga enviou-me este video com a legenda:
A vida de professor não é normalmente fácil. Mas um toque de magia - ou tecnologia - pode ajudar um pouco...
Eu sou posso acrescentar: deliciosamente criativo

A escola que eu sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir

O livro relata a experiência inovadora da Escola da Ponte, desenvolvida em Portugal e que conta com mais de trinta anos de existência.

O educador Rubem Alves ao tomar contacto com a escola da Ponte viu a materialização de todos os seus anseios educacionais na medida que, a escola da Ponte apresenta uma prática focada no aluno e em suas necessidades fazendo do espaço escolar um verdadeiro laboratório de novas experiências, onde a relação professor-aluno é repensada e trabalhada não de forma unilateral - eu professor detenho o saber- mas sim dentro de uma relação de diálogo onde saberes são trocados e através da experiência concreta e do exercício da responsabilização os alunos tornam-se protagonistas e com isso sentem-se motivados a aprender e fazer novas descobertas.

Após o autor passar alguns dias em contacto com a Escola da Ponte, conversando com professores, alunos e pais, começou a relatar essas experiências através de artigos publicados no Jornal Correio do Povo - em Campinas, artigos estes que foram reunidos neste livro e que expressam todo o encantamento de Rubem Alves com as práticas educacionais vivenciadas na Escola da Ponte.

A Escola da Ponte, que possui uma equipe sólida pois actua há mais de vinte e cinco anos na escola, passou no decorrer dos anos por um processo constante construção colectiva e através do ensaio e erro seus educadores, juntamente com a comunidade criaram as bases de uma proposta pedagógica comprometida com o aluno e o desenvolvimento de sua criatividade, partindo do pressuposto que o aprendizado pode acontecer de forma prazerosa e o trabalho com projectos e pesquisas possibilita a troca constante e o crescimento do espírito de investigação

Assim , a escola da Ponte não apresenta a clássica divisão de salas de aulas seriadas e nem os espaços são organizados como as escolas tradicionais. Os espaços são amplos, as salas são multisseriadas e o que determina o trabalho pedagógico são os temas escolhidos que possibilitam o agrupamento dos alunos de acordo com os interesses em determinados projectos. O autor relata por exemplo, que existe um quadro na escola onde consta:"tenho necessidade de..." e respectivamente outro que diz:"posso te ajudar", o que estimula a troca constante de saberes e a responsabilização contínua de todos com o seu aprendizado e dos demais colegas. Rubem Alves avaliando essas experiências constata no livro que a escola da Ponte não tem a cidadania como algo a ser atingido, discurso tão comum e corriqueiro na propostas pedagógicas das escolas, mas sim afirma que a escola da Ponte permite que seus alunos efectivamente vivam a cidadania. Um outro exemplo interessante relatado pelo autor é que os alunos mais velhos produzem textos para os mais novos estabelecendo assim uma troca entre os alunos sem a rigidez seriada e estanque das escolas tradicionais.

O encanto do autor por esta experiência dá-se sobretudo pelo fato que ele é um severo crítico das escolas tradicionais e por isso vê a Escola da Ponte, como um experiência autêntica que estimula a inclusão de todos os alunos, agregando valores que permitem a vivência da cidadania e formando alunos considerando sua totalidade e não se fragmentando como normalmente acontece, segundo o autor, as escolas organizadas nos moldes tradicionais.

O livro A ESCOLA QUE EU SEMPRE SONHEI SEM IMAGINAR QUE PUDESSE EXISTIR retrata a crença de Rubem Alves de que a aprendizagem pode ser uma processo prazeroso e que experiências como essa devem ser estimuladas, valorizadas e sobretudo divulgadas para que os educadores sintam-se motivados a agregar novos valores as suas práticas, é portanto ,uma tentativa do autor de contagiar educadores para que promovam mudanças voltadas para um aprendizado mais lúdico, prazeroso e que promova a vivência da cidadania e que esta seja vista, não como algo abstracto, mas sim como algo concreto que pode e deve ser desenvolvido nas escolas.
por:vivianK em:http://pt.shvoong.com

Congresso de Educação Infantil

Congresso de Educação Infantil

http://www.agencia.fapesp.br/materia/12227/agenda/congresso-de-educacao-infantil.htm

De 15/6/2010 a 18/6/2010


Agência FAPESP – A Universidade Estadual Paulista (Unesp) realizará de 15 a 18 de junho, em Araraquara (SP), a terceira edição do Congresso de Educação Infantil, com o tema “A educação informal constituindo a formalidade do atendimento na primeira infância”.

O evento é destinado a educadores de infância, pesquisadores e profissionais formados na área de humanidades e de outras que atendam e defendam os direitos da infância. Um dos objetivos do congresso é entender a criança inserida em determinada cultura e os elementos que a compõe.

Haverá palestras, conferências, mesa redondas e apresentação de trabalhos. “A ética na educação enfantil”, “Educação em arte”, “As contribuições das diferentes áreas para o desenvolvimento da infância e da implementação da educação infantil”, entre outros, serão alguns dos temas em discussão.

O evento será realizado no Sesc de Araraquara.

Mais informações: www.fclar.unesp.br/gpei

 
Evento é destinado a educadores de infância, pesquisadores e profissionais formados na área de humanidades e de outras área relacionadas aos direitos da infância


 

segunda-feira, 24 de maio de 2010

PERTURBAÇÃO DE HIPERACTIVIDADE E DÉFICE DE ATENÇÃO

PERTURBAÇÃO DE HIPERACTIVIDADE E DÉFICE DE ATENÇÃO

O Agrupamento de Escolas de Sátão vai promover um workshop subordinado ao tema "PERTURBAÇÃO DE HIPERACTIVIDADE E DÉFICE DE ATENÇÃO", no dia 31 de Maio e 2 de Junho.

Os temas a abordar são:

- Desordem por Défice de Atenção com e sem Hiperactividade, agitação motora e impulsividade

- Causas e processos inerentes à Hiperactividade e Défice de Atenção

- Comorbidades e Problemas associados: Dificuldades de Aprendizagem, Agressividade, comportamentos de Oposição, Auto-Estima

- Medidas pedagógicas para o Jardim de Infância e Ensino Básico

O ponto ...

O ponto...de partida e de chegada!!

"Falando com quem faz"

Ontem, sábado dia 22 de Maio a Pin-ANDEE, dinamizou mais um “Falando com quem faz”: O Sol quente de Primavera não afastou os mais de cerca de quarenta participantes para partilhar uma temática pertinente: Respostas Diferenciadas no âmbito dos PIT, uma experiência de uma escola de segundo e terceiro ciclo, partilhada por Jorge Humberto.

O dinamizador iniciou a partilha, com a citação de Mittler (2003) referindo que “o sucesso de qualquer sistema educativo inclusivo ou exclusivo, pode ser melhor pulsado pelos jovens que o estão deixando”, salientando deste modo, que a escola deve dar o seu melhor contributo com a melhor preparação possível. Dentro de uma perspectiva de escola inclusiva que se preconiza, referiu a Inclusão como o objectivo da eficácia na conjugação dos recursos para o envolvimento e participação plena de todos os alunos, porque a inclusão é mais que aprender todos juntos, é oferecer ambientes de aprendizagem adequada, mas promovendo sempre opções educativas de acordo com cada aluno.

A questão que nunca se pode colocar é que não se pode transitar um aluno por não ter as competências essenciais, o mais importante é que ele acompanhe ao máximo as actividades da sua turma num total envolvimento na vida escolar.

Foi ainda salientado a importância da equipa de toda uma instituição no envolvimento de actividades que privilegia em primeiro lugar o tempo e actividades dos alunos com Currículo Especifico Individual, existindo neste projecto diferentes oficinas (Culinária; Jardinagem; Costura; Bricolage), tendo como objectivo principal existir sempre um produto final, valorizando assim a aprendizagem no contexto tornando-a significativa. Estas oficinas têm um propósito crucial na funcionalidade, sendo os apoios antecipatórios em relação à turma e às actividades desta e não compensatório em relação à funcionalidade, de modo a contemplar a plena participação, mesmo em aprendizagens funcionais. Apresentou ainda os leques diversificados de soluções e recursos (humanos e físicos) para a implementação deste projecto.

Com o seu humor peculiar, o dinamizador foi referindo que mais do que preocupado com a legislação ou com um documento normalizado, o mais importante é fazer o que tem que ser feito, ou seja, a necessidade de executar na prática o melhor possível para bem dos alunos que acompanhamos.

Em jeito de conclusão, refiro que de facto as práticas educativas só são verdadeiramente avaliadas quando os alunos saem da escola mais do que quando estão nela, no sentido de nos preocuparmos com as oportunidades que proporcionamos aos alunos com que trabalhamos.

Para além dos recursos, tempos e espaços, o que mais realço nesta partilha é a eficácia e os factores promotores na pertinência da exequibilidade deste projecto, salientando-se aqui o papel da direcção da escola na aposta prioritária a este projecto, a importância fundamental do recurso humano com perfil, dos envolvidos que planificam atempadamente para que as actividades funcionem! Sabe-se e foi referido que muitos professores, dão da sua boa vontade para dar mais tempo à escola, porque muito do que foi apresentado vai para além do que um docente faz no seu horário.

Como questões finais e ainda sem resposta, foi lançada à discussão a transição destes alunos num futuro inclusivo com direito a trabalharem numa empresa ou a aquisição da habitação própria! Porque estas respostas têm que se prolongar para além da realidade educativa.

Autismo...uma forma diferente de ver o mundo

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Supere-se


Surpreender-mo-nos sempre é necessário...Como diz o poeta...agir como se estivessemos a ser contemplados...porque, embora pareça não estamos sozinhos...Quem acredita...Quem tem um porquê para atingir...acredita e faz!! Aqui fica para alento e reflexão!!

Diferenciação Pedagógica: mais do que palavras...

Hoje disseram-me que é fácil falar em diferenciação pedagógica quando não se tem um grupo de alunos numa sala... Pois este post que partilho vem mesmo a calhar...eu não diria melhor! Não mudaria uma vírgula.
Além do mais, já tive grupos de alunos, ainda os tenho em algumas circunstâncias... e porque, não só acredito, como sei, que é possível !!


"Ontem durante uma formação que estou a frequentar fomos "sensibilizados para a diferença", trabalhando vários aspectos de uma forma muito dinâmica...
De lá surgiram muitas interrogações, mas uma pergunta ficou para reflexão...

Se todos nos acomodarmos o que restará do individual?

Ao ouvir esta questão, surgiram-me outras que ficaram a "viajar" pela minha cabeça durante todo o dia.

Será que a Escola e os Agentes Educativos respeitam a individualidade de cada criança?

Será que se respeitam e/ou"aproveitam" as diferenças individuais em prol do grupo?

Não...a minha resposta a estas duas questões é Não, mas claro que existem excepções (felizmente digo eu...)...Senão vejamos...

Os Professores, na sua grande maioria estão preocupados com o currículo, defendem-se que este é demasiado extenso e que se sentem demasiado pressionados para o cumprirem...Ok...Até posso aceitar esta justificação, mas nada os obriga a "dar" aulas para o geral da turma, tendo como referência o "aluno-padrão" e/ou a média da turma...esquecendo-se daqueles que por um motivo, ou outro tem mais dificuldade...

Nada pode justificar esta postura até porque todos nós, em algum momento também já tivemos (ou temos) dificuldades e nunca gostámos de ser o "patinho-feio"...

É urgente que todos os agentes educativos alterem as suas práticas, respeitem as "diferenças" individuais para "crescimento" do grupo...E quando falo em agentes educativos, falo em TODOS!!!Não apenas em professores!!!

Muitos que estão a ler este texto devem estar a dizer: "Boa, mais um com muita conversa...isso é tudo muito bonito mas eu tenho 20 e poucos alunos"...A isto apenas posso responder, E qual é o problema?!?

Ouve-se falar em diferenciação pedagógica, ela está bem "vincada" em documentos que regem a nossa prática, mas depois no dia-a-dia muito fica por fazer...

A diferenciação pedagógica existe (ou deveria existir para...) para potenciar as capacidades de cada um, para valorizar a individualidade de cada criança...

Assim temos de ter um ensino dinâmico, a aprendizagem deve ser activa e deve haver interacção, não só entre as crianças e o professor (criação de relações), mas também entre as crianças e os objectos ...O tempo do Professor na mesa no topo da sala a leccionar junto ao quadro já acabou...É preciso que haja trabalho cooperativo...que os alunos sintam, vivam, experimentem...é preciso que eles aprendam vivendo...(vivendo aprendemos mais e melhor)...

Diferenciação Pedagógica não pode ser apenas um termo utilizado no Papel, ou porque fica bem (está na "moda"...).

Diferenciação Pedagógica é um conjunto de estratégias utilizadas para "retirar" do Individual e "colocar" em benefício do grupo...É o valorizar da partilha, da parceria, do grupo...é "crescer com o outro" criando responsabilidade individual para trabalhar de forma autónoma...É criar uma sala de aula "apetecível"...

É preciso repensar práticas e tal como referem Cardoso et al. (2000) é necessário que a escola privilegie o “saber”, o “saber-fazer” o “ser” e “ajudar a ser”, sendo o aluno o principal responsável pela sua própria aprendizagem, e o professor um prático reflexivo que exerce a sua profissão com autonomia, favorecendo a construção do conhecimento e o “aprender a aprender”,o que passará pelo abandono de uma pedagogia da dependência (reprodutora) em favor de uma pedagogia para a autonomia (transformadora)."



quarta-feira, 19 de maio de 2010

Para uma reflexão sobre competências em Educação Pré-Escolar

Numa semana em que me parece que alguns docentes ainda não compreendem bem o que é Educação Pré-Escolar sinto a necessidade de partilhar este post:

"A Educação de Infância tem vindo a ser progressivamente considerada a etapa inicial de educação básica. As razões que têm levado os países a actuar na base desse pressuposto derivam dos dados provenientes da investigação (que confirmam a vantagem educativa para as crianças da frequência de educação Pré-Escolar) e das características das sociedades desenvolvidas (urbanizadas, massificadas, informatizadas, mediatizadas, globalizadas e multiculturais) que tornam as famílias cada vez mais desprotegidas, impreparadas e indisponíveis para uma educação completa das crianças.

A frequência de um contexto formal tem-se tornado, assim, indispensável para proporcionar às crianças vivências alargadas, relevantes e adequadas que contribuam para a preparação para uma vida cujas características já experimentaram através da família e dos media.

Educar para uma acumulação de conhecimentos deixou de ser a grande finalidade da educação, apontando-se antes para a necessidade de proporcionar a cada indivíduo as condições que lhe permitam aproveitar e utilizar, do berço até ao fim da vida, todas as oportunidades que se lhe oferecem no sentido de actualizar, aprofundar e enriquecer os seus primeiros conhecimentos e de se adaptar a um mundo em permanente mudança.



Trabalhar de forma qualitativamente superior em educação de infância pressupõe que o educador seja capaz de responder adequadamente não só à diversidade das infâncias, observável nos diferentes contextos educativos, mas também que o educador seja um profundo conhecedor das áreas de conteúdos que aborda e que utilize estratégias de documentação e avaliação que fundamentem o desenvolvimento do currículo, os
processos de ensino e de aprendizagem.

Actualmente, assiste-se no nosso país, à semelhança do que acontece internacionalmente, a uma preocupação com a avaliação e o desenvolvimento do currículo na Educação Pré-Escolar, sobretudo procurando formas de regulação do sistema.

A Educação de infância tem, contudo, especificidades às quais não se adequam todas as práticas e formas avaliativas utilizadas tradicionalmente noutros níveis de ensino. Por outro lado, nesse contexto, assiste-se também a uma mudança ao nível dos papéis normalmente desempenhados no processo de avaliação: os educadores de infância tendem a envolver-se de forma mais intencional porque os resultados da avaliação lhes permite conhecer melhor as crianças e avaliar o seu próprio trabalho promovendo o seu crescimento profissional e são, ainda, úteis para suportar a continuidade do processo educativo; as crianças deixam de ter um papel passivo assumindo um papel mais activo e podem descobrir que os seus esforços são valorizados e os pais deixam de ser receptores passivos dos resultados de avaliação e passam a colaborar em todo o processo.

Podem contribuir com os seus conhecimentos sobre a criança e na elaboração de registos ao longo de toda a experiência educacional.

“Os pais não podem apenas ser vistos como receptores dos resultados da avaliação mas também como participantes de forma colaborativa no processo” (Zabalza, 2000).

Conhecer os objectivos e os projectos educativos e pedagógico, ter informações sobre o que está a acontecer e o que os seus filhos experienciam e colaborar no processo de avaliação facilita a compreensão e a valorização da componente educativa do jardim de infância e promove a confiança dos pais no profissional de educação de infância e na Educação em geral."
in: http://maiseducacaodeinfancia.blogspot.com/

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Fotografar a Matemática

A Escola Profissional de Braga lançou o desafio aos alunos e cerca de 160 projectos apresentaram-se ao concurso "A imagem da Matemática". Vinte fotos e textos estão agora expostos no centro comercial Braga Parque.



Nuno Silva colocou a máquina em modo multi-sequencial, o que lhe permitiu colocar fotos em cima de outras fotos. Pediu a três colegas da turma para olharem para a lente e assim nasceu uma fotografia com três rostos sobrepostos e que ficou em primeiro lugar no concurso "A imagem da Matemática". Pelo segundo ano lectivo, a Escola Profissional de Braga desafiou os estudantes a captarem fotograficamente várias situações do dia-a-dia, tendo como ponto de partida que a Matemática tem uma clara ligação com o espaço que rodeia o mundo.



Nuno Silva, de 19 anos, aluno do 3.º ano de Desenho Gráfico, respondeu à chamada e ganhou o desafio. "A imagem representa o tempo, a simetria que existe entre as três caras", explica. "O desafio foi lançado e tentei fazer uma coisa totalmente diferente do que se tem feito ultimamente", acrescenta. O concurso estipula que as fotos tenham um pequeno texto explicativo. "Há coisas bem reais e outras serão somente um mito, e isto repete-se num ciclo infinito. O padrão acaricia o fundo e o trio preenche a foto. O tempo une as almas e a Matemática insiste na simetria. Três é um todo e figuras a senha. E ainda afirmam que não vivemos da Matemática?", escreveu com uma interrogação no final.

Repto lançado, cerca de 160 projectos foram apresentados pelos alunos, que podiam concorrer com um máximo de três trabalhos. Um júri, composto por professores de Matemática, Português e Desenho Gráfico, escolheu os 10 melhores projectos que, posteriormente, foram colocados à apreciação de toda a comunidade educativa. Mais uma votação e daí saíram os três vencedores. Neste momento, e até 21 de Maio, o centro comercial Braga Parque mostra os 10 melhores projectos deste ano e mais 10 recuperados do rol de concorrentes.

Tiago Ribeiro ficou em segundo lugar com uma fotografia de árvores que se reflectem na água. "Num deambular pela Natureza, uma companheira acabei por ter porque a água também via o que os meus olhos acabavam de ver!", escreveu para explicar a sua imagem.

Nuno Araújo conquistou o terceiro lugar com um caminho rodeado de árvores. "Há coisas que parecem não ter fim", escreveu. Uma máquina fotográfica, um vale de compras na Fnac e uma pen drive foram os prémios distribuídos pelo primeiro, segundo e terceiro classificados, respectivamente.



Concisão e precisão. Matemática em fotos e textos criativos. A disciplina dos números como uma linguagem e uma arte. E assim a Escola Profissional de Braga proporcionou um envolvimento lúdico de toda a comunidade num saudável encontro com a Matemática, aliando imagem e texto. "Este projecto pretende quebrar o gelo em relação à imagem que se tem da Matemática", adianta José Pedrosa, professor de Matemática e coordenador do projecto. "E o desafio foi o seguinte: que os alunos captassem uma imagem que tivesse a ver com a Matemática e que produzissem um texto que associasse a imagem à Matemática."
A Matemática está em todo o lado de várias formas e, nesse sentido, a escola de Braga não retira do seu programa o concurso, que tem sido bastante participado e que se enquadra nos seus propósitos de potenciar aptidões profissionais, técnicas, científicas e comunicacionais dos estudantes. "Com a Matemática podem escrever-se frases com conteúdos e estilos diferentes, sob aspectos estéticos; fazer esboços, esquemas, diagramas e gráficos, e desenhos e fotografias", refere-se no folheto de divulgação do concurso.


                                                                Nuno Silva - 1.º lugar
"Há coisas bem reais e outras serão somente um mito, e isto repete-se num ciclo infinito. O padrão acaricia o fundo e o trio preenche a foto. O tempo une as almas e a Matemática insiste na simetria. Três é um todo e figuras a senha. E ainda afirmam que não vivemos da Matemática?"
                                                              
                                                                Tiago Ribeiro -2.º lugar


"Num deambular pela Natureza, uma companheira acabei por ter porque a água também via o que os meus olhos acabavam de ver!"
                                                               
Nuno Araújo -3.º lugar
"Há coisas que parecem não ter fim."

Fonte: http://www.educare.pt/

domingo, 16 de maio de 2010

Ciclos de Sábados: "Falando com quem faz!

A Associação Nacional de Docentes de Educação Especial continua com os seus ciclos de sábados.
O próximo Falando com quem faz é no próximo dia 22/05/2010

“Respostas Diferenciadas no âmbito dos PIT: uma experiência"

Dinamizador:Jorge Humberto

sábado, 15 de maio de 2010

Bem vindos à Holanda....

Uma pequena reliquia, já conhecia este texto, descobri agora o video que aqui deixo para partilha. 
Gostaria de acrescentar o meu enorme respeito por todos os pais que de alguma forma tiveram que alterar o seu percurso de viagem...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A história de Van Gogh, O rapaz dos Girassóis.

Anholt, Laurence (2007). A história de Van Gogh, O rapaz dos Girassóis. Ed: Círculo de Leitores



A arte expressa-se por necessidade. Van Gogh, tal como as crianças sentia esse impulso. Tentava expressar os seus sentimentos e emoções nos seus quadros, trabalhando inúmeras vezes, dias sem parar. Vincent Van Gogh não foi muito reconhecido na sua obra e nas suas criações (em muitos casos, tal como nas crianças). Factos provam que não vendeu um único quadro em vida.

Hoje é reconhecido como um dos mais famosos pintores em todo o mundo. Durante a sua vida curta, pintou mais de 800 quadros. Um dos seus quadros mais enigmático é o Girassóis.
Este livro conta a história de um génio pintor, sobre esse quadro, mas também sobre a aceitação da diferença.

Neste livro apresenta-se reproduções dos seus quadros e a história é um convite a todos os sentidos!!
EC
Convido-os a ver o filme desta história em

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Interacção Família - Escola

Desde a sua criação que sigo o blog: http://gritodemudanca.blogspot.com. Primeiro pelo facto de ser de um colega meu que muito prezo, em segundo e em simultâneo pela qualidade do mesmo. 
Neste blog a informação é diária, três vezes por dia, fruto de muita pesquisa e gosto pelo conhecimento, o que implica em muitos casos a dificuldade de "captar" todos os posts na mesma velocidade a que são colocados... Nem sempre o seu criador se dedica a posts da sua autoria, mas quando o faz é visivel o empenho e a dedicação que entrega à sua (nossa) profissão.
É precisamente, um dos posts de sua autoria que não resisto a partilhar, pelo facto de a mim também me incomodar o termo de "familias destruturadas". Familias que nos ensinam a importância de viver um dia de cada vez!!
Aqui deixo na integra o referido post:


“Actualmente muitos são os comentários, artigos e "vozes" que questionam a Escola, as suas políticas, as suas práticas e que pretendem discutir o "caminho" a seguir...
Cada vez ouço mais pessoas a falarem em famílias desestruturadas e que essas famílias são a causa do insucesso dos alunos...Pergunto-me...
Será que alguém já tentou "chamar" essas famílias até à Escola?
Será que alguém já tentou compreender o motivo para a Família estar desestruturada?
Essas famílias, a que muitos chamam desestruturadas, por vezes atravessam momentos de "luto", situações tremendas que necessitam de todo o apoio para poderem superar essas situações...principalmente da entidade Escola...
A interacção com as famílias é importante, com as famílias que atravessam estas situações, estes obstáculos é fundamental.
As famílias necessitam dessa interacção para ultrapassar essa dificuldade, ambas as entidades (Escola e Família) precisam dessa interacção para que as crianças adquiram um desenvolvimento sustentado e estável.
Mais uma vez alerto para a importância do Diálogo entre a Família e a Escola, só assim podemos "ver" as capacidades e necessidades individuais de cada criança e assim desenvolvê-las adequadamente.
Enquanto professores devemos reformular práticas: sentir as necessidades da Família, perceber e ser sensível às informações que recebemos e passamos...
Devemos centrar os nossos esforços na criança enquanto uma pessoa cheia de potencialidades/capacidades que esperam ser desenvolvidas.
Estruturar a Escola passa, obrigatoriamente, por Dialogar e reflectir em parceria com a Família.
Ambas as entidades (Família e Escola) têm de deixar as suas práticas e discursos egocêntricos. A cooperação tem de ser estabelecida com respeito "olhando" para a "missão" comum: a criança e o seu desenvolvimento”.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

"A escola não serve para repetir o óbvio"

Um excelente artigo!!
A arte na escola, não posso deixar de compartilhar esta entrevista feita a alguém como a Suzana Ralha!! Nada posso acrescentar a não ser que partilho das suas ideias e como é importante a arte na educação.Gosto especialmente do sentido da partilha entre profissionais: "Não temos de dizer todos a mesma coisa, temos é de ter a certeza que pensamos antes de dizer - coisa que não é assim tão frequente." Uma lição a reter!! Para ler, reflectir e contribuir com cada ponto de vista!
EC

Suzana Ralha, uma das fundadoras da Escola dos Gambozinos, afirma que se fala imenso em educação em Portugal, como se o ensino fosse uma "grande empresa".
"A arte é uma ferramenta do indivíduo e da sua comunidade". Suzana Ralha, da Direcção da Escola dos Gambozinos e uma das fundadoras da instituição, com quatro casas na Rua de Francos, no Porto, refere que a educação pela arte significa uma aprendizagem muito mais abrangente porque "não moraliza, não conceptualiza". A escola que dirige acolhe crianças dos 3 anos ao 5.º ano de escolaridade, mais alunos interessados em aprender música.
Na sua opinião, há assuntos importantes na área educativa que não são abordados convenientemente. Como a função da escola, por que razão se definiu a escolaridade obrigatória, porque é importante a alfabetização. Segundo Suzana Ralha, professora de Música, as atenções centram-se mais na "engenharia do ensino", nos horários. Discute-se mais como se faz e não tanto o que se faz.
Na escola que conduz, privilegia-se o contacto com a arte, a interligação entre as diferentes disciplinas. Os professores têm uma reunião semanal para trocarem experiências e opiniões. "A interligação íntima das actividades, da forma como cada professor se exprime, não existe", sublinha. Gostava de ter uma experiência educativa a tempo inteiro e, nesse sentido, alimenta a vontade de abrir uma escola para órfãos.

EDUCARE.PT: Educar pela arte. Portugal já acordou para as potencialidades deste tipo de ensino?

Suzana Ralha: Já acordou para esse tipo de ensino. Para as suas potencialidades, tal como eu as encaro, penso que não.

E: O que falta?

SR: Quando o trabalho dos "Gambozinos" iniciou, só um determinado tipo de famílias entendia a arte como um ingrediente fundamental da educação das crianças. Felizmente, essa situação está completamente alterada. Hoje a maioria das crianças faz música, dança, teatro - inclusive as escolas têm essas actividades inscritas nos seus currículos com regularidade.

A música é uma actividade que tem dois aspectos: a componente educativa, fundamental na educação de uma criança, e a possibilidade de uma via profissional. Existem, com mais frequência, dois tipos de instituições. As que trabalham numa perspectiva profissionalizante desde que as crianças são pequenas, em alguns casos com conteúdos discutíveis que são ministrados aos miúdos, quase uma "infatibilização" do que é suposto fazerem mais tarde. Ou então fazem-se coisas que tenham um objectivo muito recreativo, em que o importante é que os miúdos se sintam bem, que gostem, mas não há uma definição de um percurso e de uma capacidade de avaliação sob um ponto de vista formativo. Em meu entender, uma coisa não deve ser incompatível com a outra.

Os "Gambozinos" não existem para formar músicos, mas muitos músicos foram formados nesta escola. O trabalhar música na infância permite um contacto com os outros e consigo próprio numa base que não é moral, onde não existem as hierarquias de papéis com que as crianças convivem na sua vida. Todas as crianças sabem, na escola, que os meninos são todos iguais, mas que há meninos com mais e menos possibilidades, mais e menos espertos, com mais ou menos dificuldades. E a música permite colocar em valor qualquer pessoa. A arte tem essa possibilidade, de ultrapassar a matriz que cada pessoa ou cada criança leva. E isso é um percurso educativo. Quem sou eu no meio dos outros. Quem são os outros que me rodeiam. O que é fundamental em termos de um sentido de uma comunidade, no sentido de um país. Mas esse trabalho só é válido se for exigente, do ponto de vista técnico. Isto não é incompatível com a escolha da música como uma actividade profissionalizante, que acontece mais tarde.

E: O contacto com a arte, por si só, desde tenra idade poderá ser determinante na formação da criança, da pessoa.

SR: Vivemos num período extraordinariamente consumista. As pessoas consomem muito mais arte do que consumiam. Penso que é preferível consumirem arte a outras coisas que também se consomem hoje em dia. Mas, por si só, não é suficiente. A arte não existe para ser um entretenimento, um bem de consumo. É muito mais do que isso.

E: É essa a filosofia da Escola dos Gambozinos?

SR: Claro. A arte é uma ferramenta do indivíduo e da sua comunidade. Quando usufruímos de uma obra, estamos a apanhar uma quantidade de sinais expressivos, emocionais, mas objectivos, históricos, da relação do criador com o seu tempo. A arte é sempre estética, ética e política. Quando esvaziada desses conteúdos, fica empobrecida.

E: Os Gambozinos não fazem uma selecção artística à entrada das crianças na escola...

SR: Pelo contrário. Todas as pessoas têm a capacidade de fazer música. Se calhar, nem todas têm capacidade para serem músicos. Mas isso, do nosso ponto de vista, é uma coisa relativamente natural. Se a música não é uma linguagem fácil, do ponto de vista técnico e de afluência, é natural que a pessoa que praticou música desde pequena não opte por essa área quando chega aos 11 ou 12 anos. Não fazemos nenhuma selecção porque todas as crianças têm a aprender de si e dos outros. Cantar em conjunto, ouvir os outros cantarem, aprenderem o seu silêncio para que os outros façam música, o silêncio dos outros para quando fazem música. Há uma quantidade de competências que têm a ver com a educação de um povo e que a música trabalha de uma forma extraordinária. A concentração, a disciplina da actividade, o sentido do esforço.

E: Esta educação pela arte poderá ser limitativa, ou seja, fechada num meio artístico? Ou, pelo contrário, significa uma aprendizagem mais abrangente?

SR: Muito mais abrangente exactamente porque não moraliza, não conceptualiza. O lema dos "Gambozinos" é "tantas maneiras de ver e viver", mas este é o lema da arte. Se fizermos um paralelo com a ciência, a ciência estuda a diferença, a arte alimenta-se dela. Estas coisas não fazem sentido em círculo fechado. Ninguém vive em círculo fechado por mais atomizado que esteja e blindado que seja o seu condomínio fechado. As pessoas não estão sozinhas.

E: A vossa escola aposta numa interligação entre as diferentes disciplinas, uma relação que, por vezes, falha no ensino regular, nomeadamente no 1.º ciclo...

SR: Pela experiência que temos e pelo contacto com o 1.º ciclo, entendemos que para se fazer essa interligação é preciso que as equipas dos professores trabalhem muito em conjunto. Hoje em dia, há muito a tendência de se trabalhar na engenharia do ensino: programação, horários. E esquece-se a narrativa. Quais são as ideias mestras, porque existe uma escola, qual a sua função. Essa sintonia e conflito têm de existir regularmente para que cada professor, na sua área de trabalho, possa introduzir um ingrediente aos miúdos.
O que me parece é que cada professor dá a sua aula e depois fazem-se festas em que juntam os retalhos. O que leva a que tanta gente esteja todos os dias no mesmo sítio, durante o mesmo número de horas, sejam alunos, funcionários, professores? Qual a função da escola? Por que se tem de ir para escola? Porque tem de haver professores? Porque é que a escola é importante? Sabemos que a escola é obrigatória, mas é só por que é obrigatória ou porque é importante? Se fizermos estas perguntas a todos os professores de uma escola, as respostas são extraordinariamente discrepantes. E estas questões não entram muito nos discursos oficiais sobre a educação. O que ouvimos falar é sobre as engenharias, como se faz, mas bastante menos do que se faz. A interligação íntima das actividades, da forma como cada professor se exprime, não existe.

E: Os "Gambozinos" têm professores diferentes? Docentes que tenham essa noção do trabalho em conjunto?

SR: Temos, no nosso próprio funcionamento, essa prática. Trocamos de alunos muitas vezes. Mesmo um professor que acaba de chegar, pelo tipo de organização interna que temos, começa a adquirir essa prática. É uma coisa que não acaba até porque estamos, muitas vezes, em desacordo e valorizamos aspectos diferentes em cada momento do trabalho das crianças. Temos uma reunião de trabalho semanal intensa, temos alguns dias por ano sem crianças para discutirmos entre nós. Assistimos às aulas uns dos outros. Portanto, metemos muito a mão na massa do outro. Combinar temas não é suficiente. O que é preciso é que cada adulto vá carburando a sua postura com alguma racionalidade e profundidade. Não temos de dizer todos a mesma coisa, temos é de ter a certeza que pensamos antes de dizer - coisa que não é assim tão frequente.

E: O ensino pela arte tem sido uma vertente esquecida no discurso político?

SR: Fala-se imenso em educação, mas como se a educação fosse uma grande empresa. Aumentou-se a escolaridade obrigatória. Óptimo. Porquê? Qual o objectivo, que tipo de escola, que função tem uma escola para crianças, porque é importante a alfabetização? Há questões que, na minha opinião, nem sequer são discutidas. Hoje temos as novas tecnologias que criam conflitos brutais, ou seja, o tipo de memória das crianças e o tipo de ritmo de aprendizagem têm vindo a alterar-se muitíssimo. A memória, para muitas crianças, é uma espécie de disco externo. Criam-se plataformas para que os pais, os meninos e os professores tenham acesso a saber o que naquela hora e minuto se está a dizer. A educação é muito mais do que isso e as escolas não servem só para ministrar conhecimentos. O discurso político sobre a educação é um discurso da operacionalidade de uma coisa que, em boa verdade, ninguém discute.

E: Não há computadores na Escola dos Gambozinos?

SR: Temos um que já é um pouco velho. Não sentimos francamente necessidade. Não temos nada contra os computadores, apesar de termos a consciência de que todas as novas tecnologias geram vencidos e vencedores. Por exemplo, não é verdade que todas as crianças têm computador. Por outro lado, qualquer criança aprende naturalmente a utilizar um computador, não precisa de um professor, sob o ponto de vista da programação. É uma ferramenta fácil para as crianças.

E: Que as crianças podem aprender mais tarde?

SR: Podem aprender de qualquer outra maneira. A escola não serve para dizer o óbvio. A escola não serve para dizer o que já lá está, mas para acrescentar alguma coisa.

E: Gostam de manter a vossa independência, não aceitam subsídios.

SR: Começámos no pós-25 de Abril. Portugal tem sido um país completamente diferente nestes trinta e tal anos. E a liberdade é uma coisa cara. Colaboramos muitíssimo com os serviços públicos, com câmaras, juntas de freguesias, bibliotecas, mas queremos poder sempre ter margem de manobra para dizer se uma coisa faz sentido, se é ou não um bom momento. Temos a noção de que não faz sentido viabilizar uma coisa à custa de apoios de sistemas que, muitas vezes, contestamos. E, sob o ponto de vista educativo, nós contestamos o sistema.
In: http://www.educare.pt/

Leituras

Leituras
Os livros que se seguem apresentam as minhas opiniões sobre os mesmos. Exclusivamente o meu "ponto de vista". EC

Para além do óbvio- Histórias sociais

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Autismo

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30 anos, 30 pessoas, 30 histórias

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Índice médio de felicidade

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Eu até sei voar

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Mágoas da Escola

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CINCO PAIS NATAIS E TUDO O MAIS

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Deixa-me entrar

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Caderno de Tóquio

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Le goût des glaces

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Não os desiludas - histórias da escola

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Eu quero Amar, Amar perdidamente

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A ferramenta que faz os contos

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A arte de ensinar

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O Futuro da Escola Pública

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A inclusão nas escolas

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Crianças em Risco VOL 4

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A vida na porta do frigorífico

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O mundo segundo BOB

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A Saga de um Pensador - O Futuro da Humanidade

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A intuição leitora, a intuição narrativa

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Tu tens direito

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Políticas educativas em Portugal

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Mafaldisses - crónica sobre rodas...

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Todas as cores do vento

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Prisioneiro em mim

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Crónicas do avó Chico

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PSICOMOTRICIDADE – Jogos facilitadores de aprendizagem

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Fala Comigo

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Sara, A Luz

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Gaudi, um romance

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o ladrão de Sombras

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Partes de mim

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História de uma esquizofrenia - Jérémy, sua família, a sociedade

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Da investigação às práticas

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Valores Educativos, Cooperação e Inclusão autor: Ramos Leitão(Salamanca 2010)

Ouvindo o silêncio

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Mal entendidos