Ontem, perante um discurso pouco inclusivo (do meu ponto de vista) calei-me. Quem me conhece sabe que é pouco comum essa minha atitude..
Ficar calada e não me indignar perante tais afirmações.(?) Confesso que depois me corrói por dentro ficar calada…
Contudo, como um grande mestre me ensinou, há coisas que já não valem a pena.
Discutir se a inclusão é válida ou não, já está fora “do prazo de validade”, ou seja não estamos em tempos de fazer crer que a educação inclusiva vale a pena. Ponto final.
A escola deve ter mais respostas individuais e não um pacote homogéneo de soluções.
"Pobres" de espírito(digo eu) os que não acreditam que o caminho só pode ser da Inclusão, sendo a escola um lugar que tem que se adaptar aos alunos e não o inverso.
E pronto, calei-me, porque considero que só se partilha com quem deseja receber….
Só em partilha, dando mais do que se espera receber, é possível fazer da nossa sociedade educativa e não só, um bom motivo para acreditarmos que é na constante aprendizagem e permanente reflexão, que contribuímos para essa mesma comunidade da qual fazemos parte.
Porém, também é verdadeiro, que só conseguimos partilhar com quem deseja receber. É impossivel partilhar com os que consideram que já sabem tudo e não têm mais nada a aprender, sabendo-se que é essencialmente na reflexão e na partilha sobre a construção da identidade dos profissionais de educação, que se constrói uma profissão e uma educação mais qualitativa e inclusiva, estimular o conhecimento, ousando, e sobretudo reflectindo, no intuito do desenvolvimento, elevando permanentemente, assim a qualidade das nossas práticas.
EC
