domingo, 23 de junho de 2013

Assalto a Lisboa


Durante três dias, no museu da Cidade, assaltou-se Lisboa, que é como quem diz, com  palavras, imagens e sons, através de mediadores culturais da cidade, realizou-se um cruzamento da criação narrativa e a criação artística oriunda do universo da leitura, das palavras e das imagens. 
Neste assalto foram contempladas diversas atividades como teatro, contos, ilustração, artes plástica, música, street art, artesanato contemporâneo e mercado livreiro. Organização da Câmara Municipal de Lisboa/Divisão de rede de Bibliotecas. 
Aqui ficam as imagens que falam mais do que as palavras.

Sexta feira - Serão de Contos: Associação Andante e Rodolfo Castro










 Sábado: atividades










 Espaço: Pato Lógico



Construção de Aquário de parede














Aquário de parede - Atividade orientada pelo ilustrador André Letria




Espaço Livreiro e de lazer


 street art


Tear de contos: Tear por Guida Fonseca - Serão de contos com  António Fontinha e Cristina Taquelim


















Domingo - atividades
 
Seerius - Um casal vindo não se sabe de que planeta passeia orgulhosamente os seus novos rebentos...

Ilustradora: Natalina Coias











 Atividades: Mixer - Culturgest



 Dinamizador: Vitor Fernandes


Trajes tradicionais - DMUSE


A parede é tua...

Seerius estranham os seres humanos e os seus hábitos...





historias a fio 



Marionetas João Costa







Assaltemos pois Lisboa, outros locais e outras gentes. 
Assalte-se por palavras, imagens e sons, onde se pode Relaxar, Criar, Contar, Tecer, Tocar E LER!!!

EC
(Fotos e texto)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Porque sim

(Foto EC 2012)

Porque sim

Sim, a  vida só lhe corria bem ali, enquanto não enfrentava a realidade do dia. Deitada nos lençóis aquecida pelo sol que entrava lentamente para a acordar. Depois sim vem à lembrança: que terá que ir embora porque sim, que vai ter que pagar porque sim. Que perdeu o emprego porque sim. 
Não vai ter coragem de enfrentar a família quando regressar. Sim, sabe que a irão questionar. Não vai ter coragem de responder: porque sim. 

Elvira Cristina Silva

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O inferno são os outros

O ser humano é social por natureza, trás em si uma necessidade de formar vínculos. O contato pessoa a pessoa tem ganhando força nas organizações e em redes sociais, inúmeras personalidades, um arsenal de pensamentos e algumas divergências. Nunca foi tão fácil partilhar da vida alheia.
Compartilhar a intimidade talvez seja um dos maiores desafios da sociedade atual. Através da mídia, tecnologia e sites de relaciomanento, a vida particular tem se tornando cada vez menos privada. Fotos, filmes, vídeos, lugares, pessoas, como não conviver.
Sartre em sua famosa frase resumiu muito dos sentimentos abraçados pelos indivíduos, ao citar – “o inferno são os outros.” Como esconder-se do olhar do outro, dos seus julgamentos, dos diferentes pontos de vista que incomodam.
 
Inferno, este aqui citado, não se trata de um local quente e carregado de indivíduos diabólicos, aqui há escolhas. Adicionar, excluir, permitir, bloquear, aceitar, recusar. Existem essas e tantas outras formas descobertas pelos indivíduos para tentar controlar os “estranhos invasores”.
Nas redes sociais os limites vêm sendo imposto virtualmente, mas nos demais seguimentos de comunicação a privacidade fica a desejar. Não a como barrar a liberdade de expressão, sob pena de censura, essa não tem respaldo moral.
Vivemos em um país democrático, onde o direito à fala nunca foi tão ovacionado, agora todos podem expressar seus pensamentos, mas até que ponto a liberdade pode ser utilizada sem ferir? E quando esse outro se sente tocado, atacado e atingido?
A voz ecoa mais uma vez, “o inferno são os outros”. As pessoas falam, qualificam, avaliam e em alguns momentos chegam até a tolher os planos alheios. Será que sem o outro a vida poderia ser mais fácil?
Os conflitos tendem a surgir à medida que há diferentes percepções sobre uma mesma idéia. O olhar do outro aponta, aprova e desaprova. É assim com as crianças, que aprendem a formar suas diretrizes através da visão do adulto.
 
O desafio é aprender a conviver com esse “sujeito infernal” e julgador, este individuo que insiste em refletir uma imagem distinta e igual a vossa. É extraordinário o quanto o julgamento alheio 'faz sentido', trás significado, ao mesmo tempo em que perturba também atribui um valor existencial.
Como indivíduos fragmentados o incômodo em relação a um olhar, uma fala, uma observação, pode interferir, modificar a forma de pensar e agir. No caminho dos relacionamentos interpessoais há uma grande desorganização aparentemente organizada. De tal modo que, a democracia tem infinitas vozes manifestando idéias e opiniões contrárias e até diferentes.
A liberdade surge como 'pena', ao mesmo tempo em que o sujeito pode escolher, ele é responsável pelas opções feitas. A exposição provoca uma sensação de desnudo, ao despir-se do privado o homem tende a esbarrar com seus desejos e medos.
Cada um carrega em si valores e regras, o grande grupo social transforma-se em subgrupos, verdadeiros times de sujeitos afins e não afins. Existe uma única forma de reconhecer-se “igual” mesmo que haja múltiplas diferenças, essa se faz através da similaridade.
 
Ao acolher uma opinião, um pensamento, uma idéia está intrínseco o sentimento de junção, de pertencimento, de reconhecimento do EU no OUTRO. Neste espaço relacional os sujeitos estão unidos em todos os lugares e em nenhum lugar.
 
Não há nada que me prenda a VOCÊ, a não ser você, no (EU) mesmo.
 
Jacqueline MeirelesPsicóloga/Consultora
in:

terça-feira, 21 de maio de 2013

V Seminário de Educação Inclusiva



Realizou-se o V Seminário de Educação Inclusiva, nos dias 26 e 27 de outubro de 2012, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.
Exponho descrição do seminário com sínteses dos painéis apresentados, pontos mais pertinentes abordados pelos diferentes oradores e temáticas que suscitaram mais interesse, nomeadamente as comunicações a que me foi possível assistir.
Findo com apreciação do contributo para a valorização profissional e melhoria das práticas educativas, aspeto que contudo, vai sendo descrito ao longo desta reflexão, pela ênfase dada por cada orador, no que considero como mais pertinente nesse mesmo aspecto.

Na sessão de abertura, António Teodoro, Isabel Sanches (Universidade Lusófona), Adalberto Fernandes (INR) e Isabel Lopes (PIN-ANDEE), foram unânimes no enfoque do que foi feito em educação especial e o percurso a fazer.

José Morgado na comunicação “A educação Inclusiva...Hoje” expôs a perspetiva de reflexão global sobre o estado da educação inclusiva, destinada a todos, os que de algum modo se tornam vulneráveis com duas caraterísticas específicas, por um lado ao nível da diversidade dos indivíduos e por outro a qualidade de resposta ética.
Mencionou com alguma ironia “sendo o poeta um fingidor, a legislação, ela própria é também por vezes poética”, numa alusão metafórica à questão da elegibilidade dos alunos e das respostas. Frisou que as diferentes práticas educativas definem-se num quadro de relação entre experiências, dificuldades e competências do aluno a par do que a escola oferece e/ou solicita.
Considera que programas e práticas ineficazes geram equívocos produzindo fracassos e frustração em alunos, famílias e profissionais. Referiu causas frequentes destas opções ao nível da execução, obstáculos e limites.

Partindo da premissa que as diferenças enriquecem e de que investigar é questionar lançou o repto do olhar avaliativo, não na medida mensurável dos conhecimentos da aprendizagem mas na participação efetiva do aluno na escola ao nível de respostas adequadas a cada um, a cooperação entre os agentes envolvidos, a diferenciação dos serviços prestados e dos procedimentos da ação educativa, a necessidade eficaz do envolvimento e participação das famílias.

Considerando os valores éticos na qual a Inclusão é um princípio, destacou que esta deve ser feita com os pares, apesar de em alguns casos ser difícil de aplicar, existe a necessidade premente de colaboração mútua com o envolvimento dos agentes educativos e a comunidade.


No painel “Gestão Curricular e inclusão” Maria do Céu Roldão realçou a dificuldade na procura de palavras que não esvaziem os conceitos a elas associados, receou utilizar a palavra Inclusão, um conceito básico, usado em diferentes vertentes, infelizmente pouco implementado na prática.
Traçou o cenário histórico da escola na aplicação daquele conceito, não deixando de referir que a matriz organizativa se mantém igual, ainda com o sentido vincado de hierarquização, dificultando a aplicabilidade da inclusão como desejável.

Conceito que, todos sabem ou pensam saber, mas que, na realidade muito poucos são os que a praticam.


Clarinda Barata referiu o sonho do professor em busca da turma ideal ficando aprisionado entre a flexibilização do currículo ou entrincheirado neste.

Apresentou os resultados de investigação em torno do conhecimento das perceções dos professores relativamente à inclusão. Como sentem o impacto das politicas educativas e de que forma (re)contextualizam o currículo prescrito de forma oficial.


De modo global, o enfoque foi dado no papel crucial da criatividade dos profissionais, gerando mudanças de mentalidades e de práticas educativas.

Filomena Serralha, apresentou a investigação realizada em sala de aula com características e objetivos de aprendizagem cooperativa, nomeadamente Movimento de Escola Moderna. Conceção dessa prática partindo dos registos dos alunos envolvidos.

O modo de funcionamento assenta no trabalho de equipa com espaços comuns de aprendizagem, apelando à participação de todos. Sendo cada aluno diferente, independentemente de necessidades mais específicas, paralelamente ao currículo nacional, deve existir um outro subjetivo que contempla o trajeto individual do aluno.



No segundo dia, no painel “Interação família, escola e educação inclusiva” Isaura Pedro abordou os resultados de investigação sobre a motivação do envolvimento dos pais na escola e como é efetivado.

Como reflexão final, questiona-se:


a) Como são definidas em cada escola as políticas de envolvimento das famílias na aprendizagem e a sua integração efetiva?

b) Que suporte existe ao desenvolvimento de práticas facilitadoras e significativas do papel da família?


Em representação da CONFAP, José Gonçalves, apresentou a intervenção participativa junto das escolas, não deixando de mencionar a sua própria experiência diferente enquanto pai.


Cristina Franco, mãe de uma criança com autismo, relatou a experiência pouco positiva na frequência da creche e o papel fundamental da Intervenção Precoce na transição para o Jardim de Infância da rede pública.

Está ciente que a Inclusão é um caminho definitivamente para se percorrer e que jamais poderá ser irreversível. Abordou o papel do docente de educação especial na sensibilização e lutas constantes que valem sempre a pena.

Esta intervenção reforça a ideia que práticas visivelmente positivas, têm efeitos a longo prazo no sucesso escolar, a importância do envolvimento familiar na aprendizagem (como participam em conjunto todos os intervenientes no processo educativo, trabalham de modo a resolverem problemas, planificando e dialogando) têm efeito no desenvolvimento dos alunos e das famílias.

A família, sendo quem conhece melhor os alunos é um parceiro dos docentes de educação especial na informação de ritmos, preferências e expetativas. Questões, por exemplo, como aplicação dos Currículos Específicos Individuais, tempos para apoios e terapias não têm viabilidade sem a participação da família.

Nas comunicações optei por:

O país dos botões: a educação inclusiva sob o olhar das crianças. Perspetiva das crianças sobre inclusão. De modo muito simples constituiu uma pertinente visão natural de que afinal as crianças encaram a diversidade como um facto sem preconceitos.

O plano individual de transição no 3o ciclo: que repercussões? Conhecimento da experiência e caraterização da supervisão do processo, nível de participação das famílias e agentes educativos variável num caminho ainda com percurso a fazer.


A dislexia em contexto educacional: apresentação de resultados de investigação.


O painel “As terapias expressivas como facilitador dos processos de inclusão” iniciou com Teresa Leite abordando “A musicoterapia no sistema educativo”, importância da sua utilização, das vivências a ela associadas na relação terapêutica, áreas de aplicação, métodos e técnicas, diferenças entre educação musical adaptada e música na educação especial.

Terminou referindo o bom princípio que é a Inclusão, salientando a falta de meios para que este conceito se torne mais operacional na escola.
Luísa Roubaud abordou o corpo num desenvolvimento humano que se faz de perdas, de declínio e de morte, evocando como tratamos os idosos com atitudes preconceituosas e práticas discriminatórias e políticas que perpetuam estereótipos acerca das pessoas mais velhas.

Isabel Cristina Calheiros e Liliane Viegas referiram como funciona e tem sido o percurso do Grupo de Teatro do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa. Liliane de modo prático mostrou à plateia o corpo como potencial do individuo se relacionar com o meio e os outros, mesmo quando por alguma doença corta ligações com o que o rodeia.
Na realidade o que nos faz aumentar as emoções positivas como alegria, contentamento, amor, descobrindo mais sentido para o que somos e fazemos, são as mudanças e ações aparentemente simples, básicas, leves, sem complicações que o corpo transmite. 

Filomena Pereira na conferência “Contexto Educativo Atual: Perspetivas e Desafios” abordou as políticas recentes na organização da educação especial na escola, esta, tendo mais recursos do que utiliza, cabe-lhe as decisões na procura de recursos que sejam significativos para a mudança.

António Teodoro terminou o seminário aludindo à falácia da sociedade atual, caracterizada por desigualdades sociais confundir exigência com performance, criando segregação nos jovens, e a escola, não sendo totalmente responsável, participa legitimando as desigualdades.
Referiu as políticas escritas, em muitos casos sem suporte na investigação e frequentemente pouco explícitas.

Sendo as politicas opções, estas devem ser objeto de debate público, não devendo pertencer ao território de peritos mas avaliados no poder de opinião de todos os públicos.



Excelentes momentos, José Morgado crítico e reflexivo, Maria do Céu Roldão sintética e elucidativa, Cristina Franco mãe observadora, encerrando com António Teodoro desafiador e o otimismo salutar de Adalberto Fernandes equiparando este seminário a um manancial de vitaminas reflexivas.
Participar neste seminário reforça a ideia premente do docente de educação especial se configurar como agente ativo de mudança, logo, tem de estar aberto à diversidade de seres e saberes desenvolvendo práticas pedagógicas que promovam a todos uma participação efetiva na sociedade.

Refletir sobre as práticas, estas de teor intencionalmente pedagógico, deve ser uma constante, permitindo, deste modo não só ajuizar as práticas atuais como fecundar práticas futuras.

Fazendo algo genuinamente bom, as escolas devem promover o que de melhor podem em prole dos alunos e da comunidade. Novos desafios constituem a premissa de que urge mudar com um olhar avaliativo num mundo repleto de oportunidades com diferentes diversidades.

Acesso a medidas de apoio não pode depender da classificação de incapacidades. Prevalecer critérios médicos sobre critérios educacionais deve ser uma medida, definitivamente repensada, sendo que contraria toda a perspetiva de EI e do conceito NEE.
O indivíduo é único, com direitos na promoção da qualidade da escola e no usufruto de serviços se de facto necessita.

Deve-se, assim enfatizar o poder da aprendizagem em contexto natural e práticas centradas na família, cabendo aos profissionais apoiar e fortalecer as capacidades daquelas nas competências e experiências dos filhos, não esquecendo a importância dos afetos nas relações, concebendo a educação inclusiva como direito e não como necessidade social.

O valor intrínseco da resposta educativa exige uma educação de qualidade como modo de colmatar desigualdades sociais. A família na sua diversidade e comunidade de afetos
tem um papel preponderante como parceira competente a envolver nos projetos educativos.
Deve-se pois propor ao cidadão o debate, devolvendo felicidade aos alunos e às escolas na premissa de que o direito à educação é um investimento social que tem um retorno significativo.
Citando Isaac Bashevis Singer (Prémio Nobel), “O nosso conhecimento é uma pequena ilha no enorme oceano do desconhecimento."

Agradeço à Universidade Lusófona, em particular a Isabel Sanches e a toda a equipa que tornou possível este seminário, por terem contribuído para acrescentar mais um pouco de sabedoria e poder de reflexão à minha ilha!
Elvira Cristina Silva

domingo, 19 de maio de 2013

O Ladrão de Sombras

“O Ladrão de Sombras”. Marc Levy (2011).Contraponto.


Marc Levy é o escritor francês mais lido em todo o mundo, talvez pela forma transcendente como constrói histórias originais, provocantes e comoventes. 
Neste livro, conta a história de um rapaz com um dom invulgar, o de “roubar” involuntariamente, as sombras das pessoas com quem se cruza.
Deste modo a sombra passa a segui-lo, conta-lhe os mais profundos desejos, temores e aspirações das pessoas a quem pertencem.
Ao rapaz com este “dom” acresce-lhe a responsabilidade do que fazer com essa informações, fazendo algo pelo outro. E saberá ele  próprio, fazer algo por si?
Os adultos nunca acreditam quando lhes confessamos coisas sérias” (p.36), por isso esqueçam as convenções a que estão habituados no ritual do quotidiano e deixem-se seguir pela imaginação da narrativa. “Infelizmente, certas pessoas estão mais agarradas ao cumprimento dos regulamentos do que à inteligência capaz de os ultrapassar em certas ocasiões. É espantoso como os regulamentos sossegam as pessoas com falta de imaginação” (pg. 87).

Embora, aparentemente, possa parecer que nada tem a ver com a educação inclusiva, este livro revela o dom humano precioso de encontrar as potencialidades no outro, do que podemos fazer com as informações que temos, da experiência adquirida e como se colocar no lugar do outro. 
Há pequenas coisas que deixamos atrás de nós, momentos de vida agarrados à poeira dos tempos. Podemos tentar ignorá-los, mas esses pequenos nadas postos ao lado uns dos outros formam uma cadeia que nos liga ao passado.“ (pg.141).

Na capa do livro, o jornal Le Figaro refere que “é uma história de amor magistral", mas com a sua leitura conclui-se que é muito mais que um amor entre duas pessoas. E afinal não se tratará de amor quando se fala de educação inclusiva? De amor… pelo próximo.
A par de um texto que poderá trazer algo de sobrenatural ao quotidiano dos nossos dias, transmite na sua leitura toda a ternura e inocência do protagonista tornando a leitura uma experiência magnifica.
A amizade do personagem pelos colegas, o infinito amor pela sua mãe e a paixão por uma menina muda que um dia reencontra e que afinal…
Bem, para saberem mais terão mesmo que ler o livro. A ternura, a inocência e o dom sobrenatural do protagonista desta obra são, sem dúvida, pontos que jogam a favor do sucesso deste romance e pode talvez mudar algumas atitudes pelos outros, de modo a encontrar e permitir encontrar a felicidade.  “É muito mau termos de esperar um sinal de alguém para nos sentirmos felizes.” (pg. 70).


Elvira Cristina Silva
in:

Revista Educação Inclusiva - Vol. 4 nº 1 - maio 2013



sábado, 27 de abril de 2013

Inversão Inversão


No âmbito da Mostra de Artes, da disciplina gestão das artes dos alunos do 12º ano da Escola Secundária Artística António Arroio foi realizado um Projeto interdisciplinar de alunas de diferentes áreas contando com a participação do músico Liberdade no Mob dia 12 de abril . 


Lê-se na brochura realizada para este projeto que constitui uma reflexão sobre o ensino, embora reconhecendo os benefícios da educação sentem que são educados no passado e no presente e não para o futuro. Esperançadas numa Inversão do paradigma atual, apresentaram instalações vídeo, de som e esculturas que remetem para a experiência escolar vivida e reclamada por alunos, ilustrando experiências reais, passando pelos murais/posters com as habituais frases clichés (Tenho de; Sempre se fez assim; Não...)


Apresentaram ainda esculturas cerâmicas representando objetos de castigo aos alunos.

Na apresentação do espetáculo de Liberdade,o músico apresentou o seu projeto PIRAMISAR nas três vertentes de pirâmides hierárquicas da sociedade:
Consagração artísticaA escola como uma fábricaA indústria agro-pecuária num banquete pouco ético. 


Terminando a semana do referido projeto abriram a escola a uma conferência intitulada Desenvolvimento convidando para uma reflexão conjunta o Professor Sérgio Niza.
Este iniciou a sua partilha referindo a estadia demasiado prolongada na escola dos alunos. Ironicamente a generosidade política e governamental apresenta em muitos casos falsas oportunidades escondendo a ausência de outras soluções cívicas.
Numa abordagem histórica, lembrou a aprendizagem através de Mestres que são eleitos pelos pupilos como apaixonados pelo saber e pelo conhecimento e não por certificação. A aprendizagem que era realizada passeando, reservando tempo e espaço para a sabedoria e para os afetos, por oposição à escola atual onde os professores e alunos estão demasiado tempo aprisionados em paredes e espaços vigiados. Alunos, esses que saem para a vida, enquanto os professores na escola permanecem sem dela sair. Talvez, por esse facto, em muitos casos, de modo a sentirem-se mais seguros, adotam as suas memórias como uma matriz educativa na sua forma de educar os outros.
Por oposição à aprendizagem feita em passeio, como numa aventura permanente, prazeirosa a escola atual fecha-se numa casa entre paredes para aprofundar a leitura e aprender  a escrita. Passagem economicista de um estado de ensinar cada um individualmente passando a ensinar todos como se de um se tratasse. Ideia maquiavélica, posteriormente santificada, de Jean-Baptiste de La Salle (Séc XVII) de cometer a atrocidade de esquecer o individuo e remeter a escola para "uma fábrica" de produção em série,  de método simultâneo desde a adoção de manuais, a material e horário pré estabelecido para todos impedindo tempos de pausas e de ócio. Uma instituição organizada onde o saber e as condutas são permanente vigiadas.
Um local onde existe cerca, onde todos são permanentemente vigiados quer nos comportamentos quer nos currículos. 

A escola alicerçada basicamente nas aprendizagens com base na escrita (na sua grande maioria as disciplinas têm como base a escrita) mantem standardizada a "maldade" de avaliar os alunos também dessa forma.
Assim sendo a escola necessita melhorar a competência dessa ferramenta por parte dos professores.
Referiu que mesmo entre escolas controladoras, o essencial é ter coragem de pensar a escola, questionar, refletir, permitindo deste modo que professores e alunos se encontrem com melhores respostas de modo a que os primeiros saiam da pele institucional de cultura de escola que enraizaram para pensarem uma escola que faça sentido.
Sérgio Niza , figura incontornável do Movimento de Escola Moderna falou sobre o referido movimento quando solicitado pelos presentes.
Na sala, testemunhos em nome próprio referiram um ensino onde é lhes é dado ferramentas para desenvolverem capacidades, um trabalho responsabilizado por cada aluno, dando espaço á individualidade e assente num paradigma de cooperação para atingir o bem comum, para todos e cada um.

Pedagogia que contraria a competitividade. Aprende-se na linguagem do interagir. Os alunos produzindo e sendo autores do que fazem só assim podem compreender para difundir e partilhar a informação.
Sérgio Niza referiu o quanto fundamental é Ser. Quantos alunos passam pela escola sem terem sido autores de algo.
Num espaço de cultura e produção cultural que se deseja da escola, é pertinente que seja um lugar apetecível, onde produzam e admirem cada umas das produções dos outros, apaixonadamente. Se assim não for ,a escola não representa os indivíduos, nem cumpre os seu papel desancadeador de cidadania. Para que se viva momentos de paixão irrepetíveis pelos saber é necessário ter-se coragem de iniciar cada conversa para desse modo refletir contribuindo para a saúde mental de cada um, da própria escola numa atitude de cidadania.
Citando Jean Paul Satre, o orador referiu "o importante não é aquilo que fizeram de nós, mas sim o que nós fazemos com o que fizeram de nós."
Estes alunos são prova disso. A escola tem que ser repensada a cada instante. Inversão (nome do projeto) como apelo de mudança aos valores e à reflexão conjunta. Desde já um ato de cidadania, para que não sejamos produtos de uma fábrica mas seres pensantes, críticos e reflexivos.
Um agradecimento aos alunos que possibilitaram esta reflexão conjunta e a grande possibilidade de mais uma vez ser presenteada com as palavras sábias de um grande mestre. Eleito entre os seus pares, independentemente das suas certificações.
ECS

sexta-feira, 29 de março de 2013

História da Música - Uma introdução de Teresa Castanheira

Teresa Castanheira é formada em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa, professora de Acústica e História da Música na Escola de Música do Conservatório Nacional. Tem-se dedicado recentemente à realização de cursos e conferências em diversas instituições, entre as quais se destaca o Centro Cultural de Belém, o Centro Nacional de Cultura, o Instituto de Cultura e Estudos Sociais (em parceria com a Câmara Municipal de Cascais), o Museu dos Patudos, o El Corte Inglés, o Banco de Portugal e a Residência André de Gouveia da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris. Foi crítica musical no Semanário Expresso (de 1998 a 2006) e é autora de diversos programas radiofónicos na TSF e na Antena 2.

Em seis sessões nas atividades de  Âmbito Cultural do El Corte Inglés em Lisboa. São apresentados alguns conceitos musicais básicos das seis grandes épocas – Idade Média, Renascimento, Barroco, Classicismo, Romantismo e Contemporaneidade de forma a apreender-se, através de uma audição orientada, as características mais elementares de cada época.

Uma abordagem lúdica dos vários períodos da História da Música através da audição dos grandes géneros musicais. Trata-se de uma verdadeira viagem guiada ao universo da música erudita, onde as obras dos grandes compositores se cruzam com outras menos conhecidas, permitindo um entendimento dos diversos estilos e linguagens que se desenvolveram desde a Idade Média até aos nossos dias. 

Em consequência destas sessões surge um livro para os apreciadores de música que propõe uma audição orientada em torno dos grandes géneros musicais percorrendo a História da Música Ocidental. Com este livro surgirá um entendimento mais abrangente dos diversos estilos e linguagens que se desenvolveram desde a Idade Média até à atualidade. Livro editado em novembro de 2012, pela editora Arranha Céus, dividido em seis capítulos: 

1 - AS GRANDES ÉPOCAS 

Introdução às grandes épocas da História da Música Ocidental: Idade Média, Renascimento, Barroco, Classicismo, Romantismo e Contemporaneidade. O cultivo dos grandes géneros musicais a estes períodos associados.

2 - SINFONIA 
Definição e estrutura da sinfonia. Suas origens e desenvolvimentos. A grande orquestra. Os grandes sinfonistas e algumas comparações estilísticas. 

3 - CONCERTO 
As características dos concertos barroco, clássico e romântico. Distinção entre instrumentos antigos e modernos e respectivo enquadramento histórico e organológico. Comparação de sonoridades e identificação de alguns instrumentos. 

4 - MÚSICA VOCAL, RELIGIOSA E PROFANA 
O canto gregoriano, a missa, o motete, a cantata e a Paixão. Da canção trovadoresca ao lied passando pela chanson e pelo madrigal italiano. 

5 - ÓPERA 
Apresentação de alguns tipos de vozes. Definição sumária de conceitos musicais como bel-canto, melodia acompanhada, recitativo seco e acompanhado, ária, abertura, ópera séria, ópera buffa e oratória. 

6 - As revoluções do SÉC. XX 
A ruptura com o séc. XIX: contemporaneidade versus romantismo. O nacionalismo, o impressionismo, o atonalismo, o neoclassicismo, o dodecafonismo, o serialismo, a música concreta, o aleatorismo, a música electrónica, o minimalismo.


Apresenta ainda uma Discografia aconselhada para cada capítulo e Bibliografia recomendada.

O livro teve a sua apresentação no dia 17 de dezembro no El Corte Inglés de Lisboa e contou com  a apresentação de Vanda de Sá.







Leituras

Leituras
Os livros que se seguem apresentam as minhas opiniões sobre os mesmos. Exclusivamente o meu "ponto de vista". EC

Para além do óbvio- Histórias sociais

Para além do óbvio- Histórias sociais
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Autismo

Autismo
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30 anos, 30 pessoas, 30 histórias

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Índice médio de felicidade

Índice médio de felicidade
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Eu até sei voar

Eu até sei voar
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Mágoas da Escola

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CINCO PAIS NATAIS E TUDO O MAIS

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Deixa-me entrar

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Caderno de Tóquio

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Le goût des glaces

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Não os desiludas - histórias da escola

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Eu quero Amar, Amar perdidamente

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A ferramenta que faz os contos

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A arte de ensinar

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O Futuro da Escola Pública

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A inclusão nas escolas

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Crianças em Risco VOL 4

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A vida na porta do frigorífico

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O mundo segundo BOB

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A Saga de um Pensador - O Futuro da Humanidade

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A intuição leitora, a intuição narrativa

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Tu tens direito

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Políticas educativas em Portugal

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Mafaldisses - crónica sobre rodas...

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Todas as cores do vento

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Prisioneiro em mim

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Crónicas do avó Chico

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PSICOMOTRICIDADE – Jogos facilitadores de aprendizagem

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Fala Comigo

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Sara, A Luz

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Indisciplina Na Escola

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O quarto de Jack

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A Magia das chaves

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Gaudi, um romance

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o ladrão de Sombras

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Partes de mim

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História de uma esquizofrenia - Jérémy, sua família, a sociedade

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Maria e Eu

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Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

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Rafeiro Perfumado: "Are you ladrating to me?!?"

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"Rafeiro Perfumado: a minha vida dava um blog"

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O menino de Cabul

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A Educação na Finlândia: Os segredos de um sucesso

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"Aproveitem a vida"

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"Olha-me nos Olhos"

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"Einstein nunca amou"

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"Mais alto do que as palavras"

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Temos de falar sobre o Kevin

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Os Mistérios do Sono

Os Mistérios do Sono
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Quem mexeu no meu queijo

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Aprender Juntos para Aprender Melhor

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A criança que não queria falar

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Domesticar a hiperactividade e o défice de atenção

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Síndroma de Down: Leitura e Escrita

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Inclusão - Um guia para Educadores e Professores

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O jardim de infância e a família

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Organização da componente de Apoio à Familia

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Contributos para o estudo das práticas de Intervenção Precoce em Portugal

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O segredo das crianças felizes

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Crianças (e pais) em risco

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Comportamentos e estratégias de actuação na sala de aula

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Educar com os pais

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A Criança e o Medo de Aprender

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Hiperatividade Eficaz

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A matemática no pré escolar

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A experiência motora no meio aquático

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Problemas de alimentação na criança

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Educar, promover, emancipar - os contributos de Paulo Freire e Rui Grácio para uma Pedagogia Emanci

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Da investigação às práticas

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Valores Educativos, Cooperação e Inclusão autor: Ramos Leitão(Salamanca 2010)

Ouvindo o silêncio

O estranho caso do cão morto

Mal entendidos