segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Esta gente...


Foto ECSilva

 
É curioso visitar o interior e norte de Portugal durante o mês de Agosto e ouvir falar os falsos franceses.
Confuso?
Eu explico, os emigrantes que voltam de férias à sua terra natal mas que parecem envergonharem-se de falar a língua de Camões. Porém em terras francesas o mesmo acontece, pois um emigrante ao ver um seu conterrâneo de visita àquele país não parece provocar o espírito de patriotismo ou solidariedade, bem como mais uma vez a recusa de falarem na língua materna, tirando obviamente algumas afortunadas excepções ou mesmo aquelas mais eufóricas que se revelam com saudades da pátria e espírito de mutualidade.
Gostamos pouco do que é nosso, já Camões afirmava “Esta gente portuguesa o nada estrangeiro estima, o muito dos seus despreza”.
Foi de facto uma indicação arrebatadora de patriotismo o que o Euro 2004 nos proporcionou, (embora com algumas pequenas decepções de desagrado por conseguirmos apenas um honroso segundo lugar), podemos constatar o optimismo duma nação quando está em sintonia.
Porém, podemos verificar também o pouco que a nação mostrou saber sobre si própria, senão vejamos o exemplo de quem desconhecia o hino, os imensos exemplos da incorrecta colocação das bandeiras, colocadas nas janelas por todo o país, ou mesmo o total desconhecimento do significado dessa tão hasteada bandeira. Surge só agora, (resta-nos o consolo de, como diz o ditado, mais vale tarde do que nunca), a curiosidade pela bandeira, não fosse ela alvo de tantas mutações, resultado da exacerbada procura da mesma.
O fado português é triste, mas bem mais triste é o pouco orgulho que temos de nós próprios, um país que para além da epopeia dos descobrimentos realiza enormes eventos, só como exemplo, uma Expo Universal em 1998 e o Euro em 2004, o país de variadíssima gastronomia e doçaria, da música, da literatura. Isto apenas alguns exemplos e temos continuamente uma amargura e um desacreditar em nós próprios. É certo que vivemos momentos conturbados numa sociedade complexa e turbulenta, uma sociedade em constante alteração e mutações de diversas índoles.

A cultura de um povo é fundamental para a transmissão de valores que se passam de geração em geração, e nem sempre se questiona sobre essa cultura ou se ambiciona pelo saciar (pela satisfação) do conhecimento.
Em educação as coisas também não são muito diferentes, move-nos as contestações, o espírito imbuído de que no nosso relacionamento com as gerações mais novas ajudamos a mudar o mundo, mas quando questionados sobre questões educacionais dividimo-nos nas opiniões, e a reciprocidade entre profissionais oscila entre as dúvidas e as certezas pouco convincentes. Para além claro da pouca partilha, parece que saber é poder, quando deveria ser saber é partilhar, pois só desse modo ficaríamos todos a ganhar nomeadamente as crianças.
Claro que são opiniões extremistas, mas não são realidades assim tão pouco frequentes e que é urgente modificar. O que nos move a adoptar um método, um modelo pedagógico ou um sistema de avaliação não pode ser uma razão de reciprocidade e muito menos aleatória, tem que ser muito mais do que isso, tem que ser questionada a razão das nossas escolhas e o porquê das nossas decisões e nem sempre reflectimos sobre essas escolhas ou sobre a nossa “rotina” adoptada. Até nas nossas práticas, sabemos pouco sobre nós próprios. E mais, por vezes, agimos sem a mínima convicção do que fazemos, agimos por intuição. Não fica mal, a qualquer mortal o desconhecimento, mas o pior é não procurarmos a informação.
São as pessoas que fazem as diferenças e cada gesto reflecte-se não só na forma como apadrinhamos o que nos rodeia, como também consequentemente interfere nas crianças com quem trabalhamos. Para isso não basta o hastear da bandeira. É preciso ir mais além e questionar cada passo que nos motiva a caminhar no labirinto das nossas vidas. Não é só optar entre a cara ou coroa da moeda que jogamos, é conhecer o que representa cada face dessa moeda.
É necessário procurar a informação, para que desse modo se intervenha com fundamento. Homem ignorante, não pode de todo ser feliz, a menos que não tenha a pretensão de agir em comunidade!
Partilha-se com quem deseja receber….
Só em partilha, dando mais do que se espera receber, é possível fazer da nossa sociedade educativa e não só, um bom motivo para acreditarmos que é na constante aprendizagem e permanente reflexão, que contribuímos para essa mesma comunidade da qual fazemos parte.
Porém, também é verdadeiro, que só conseguimos partilhar com quem deseja receber. “Pobres” de espírito, aqueles que consideram que já sabem tudo e não têm mais nada a aprender, sabendo-se que é essencialmente na reflexão e na partilha sobre a construção da identidade dos profissionais de educação, que se constrói uma profissão e uma educação mais qualitativa.
É imprescindível preservar e estimular permanentemente o conhecimento, sendo indispensável ousar, e sobretudo reflectir, no intuito do desenvolvimento, elevando continuamente, assim a qualidade das nossas práticas. Hasteamos assim a nossa bandeira pedagógica reflectindo sobre as consequências, no seu efeito e na sua razão de existir. Só desse modo podemos elevar a qualidade das nossas práticas.
Para além disso é fundamental continuar a hastear a bandeira deste país, não só pelo futebol, mas por toda a sua história e cultura de um povo que nem sempre olha por si.
 
Elvira Cristina Silva
 

Hiperatividade Eficaz

Hiperatividade Eficaz
Razera, G. (2001), Hiperatividade Eficaz: Uma Escolha Consciente. Rio de Janeiro: Instituto Internacional de Projeciologia e Consciencologia.
 
Livro composto por duas partes – Análise da Síndrome, com contribuições da área da psicologia e psiquiatria e outra parte com uma visão da ciência consciencial
Apela para a consciencialização da doença e saber viver com ela de forma proveitosa. Remete para diversos autores que abordam o assunto e endereços na internet.
Inclui ainda entrevista com a autora.
ECSilva        

Da investigação às Práticas

Da investigação às Práticas
Da investigação à prática - estudos de natureza educacional (2000), Lisboa,
Escola Superior de Educação de Lisboa

 
 
 
Esta publicação da Escola Superior de Educação de Lisboa vem incidir num assunto  fundamental que é o da reflexão e questionamento das práticas educativas e dos contextos onde elas ocorrem.
Permite reflectir sobre a importância da inter relação entre prática e teoria numa constante necessidade de ser cada vez mais o profissional envolvido na realidade a assumir a investigação ou ser ele protagonista da mesma, possibilitando uma constante aferição entre a fundamentação teórica e a vivência da prática educativa.
Possibilita a  que mais insistentemente se possa intervir com credibilidade fundamentada, numa pertinência constante de  confirmar o que é do conhecimento e prática comum num assunto cíentifico que conduz à reflexão.
A referida publicação conta com cinco participações, abordando diferentes temáticas bastante relevantes,  como é o caso, por exemplo, do trabalho de Fernando Serra, que nos apresenta uma abordagem sócio-política e contextualização das transformações ocorridas após a revolução de 25 de Abril de 1974, na área da educação, nomeadamente a nível do ensino do 1º ciclo.
Partindo dos príncipios político-ideológicos, apresenta as diferentes concepções educativas, revelando assim, as políticas educacionais postas em prática e das condições permissivas face a um contexto sócio - cultural de constante mutação.
A abordagem de um estudo de caso, sobre a importância do ensino de línguas estrangeiras em escola de 1º ciclo tendo em conta a formação dos profissionais nessa área e implicações nas práticas pedagógicas é a proposta de Orlando Strecht Ribeiro.
Maria Emília Nabuco remete-nos para a importância da observação / avaliação em educação de infância,com base em  processos de a efectuar e na utilização de diversos instrumentos, de modo a dar consolidação e mais credibilidade à acção educativa facilitando as aprendizagens das crianças.
O tema da "escola para todos" é abordado no artigo de Maria Teresa Lopes Vieira que tem como objectivo clarificar em termos conceptuais a noção de apoios educativos no âmbito histórico e legal.
A aceitação da diferença e a perspectiva de inclusão reforçam a imagem do professor de apoio educativo como participante activo em todo o processo, constituindo ele próprio, um elemento mediador e facilitador das aprendizagens.
Maria de Lurdes Serrazina foca a pertinência da reflexão sobre a acção educativa.  Com base num trabalho de colaboração com  três professoras do 1º ciclo, é abordada a questão da percepção sentida pelos profissionais para o envolvimento na auto-reflexão  sobre a sua prática, consequente confiança do profissional e envolvimento dos alunos, implicações no processo ensino-aprendizagem, reforçando-se as competências e capacidades adaptativas de mobilidade dos professores.
Recomendo vivamente esta obra de interessantes contributos que nos permite incessantemente conhecer e reflectir sobre as práticas educativas.
                                                                        
Elvira Cristina Silva
 
in: rubrica Prelo CEI 56 (out/dez 2000)


A Intervenção Precoce e a Criança com Síndroma de Down



A Intervenção Precoce e a Criança com Síndroma de Down
Francisco Ramos Leitão (2000). A Intervenção Precoce e a Criança com Síndroma de Down - Estudos sobre Interacção. Porto, Porto Editora.
 
A recente colecção de educação especial da Porto Editora, colocou no mercado mais um livro sobre este tema.
Os contributos para esta obra são a consequência de trabalhos de investigação de mestrado, orientados por Francisco António Ramos Leitão e que abordam em seis capítulos a dimensão social dos padrões comunicativos nas primeiras idades em situação de actividade simbólica em diversos contextos de interacção (mãe-criança, educadora-criança e criança-criança).
O último capítulo, aborda as representações de educadores e outros profissionais, relacionados com a intervenção precoce, no que se refere às práticas de intervenção junto de crianças com necessidades educativas especiais abordando a participação dos profissionais na correlação com  o envolvimento familiar  (obstáculos/dificuldades). Para além de constituir uma obra pertinente reveste-se de todo o seu valor, salientando-se o facto de importância do seu reflexo na área da intervenção educativa.
A actividade lúdica tem sido alvo de diversas investigações. Muito se tem dito e defendido que o jogo é factor de grande importância no desenvolvimento da criança, esta pertinência não exclui as presentes investigações na área da intervenção precoce, junto de crianças  com necessidades especiais educativas.
Também o envolvimento das famílias e as suas interacções na construção de laços emocionais, no contributo para as capacidades comunicativas são uma constante nos objectivos a trabalhar na área da intervenção precoce.
 Os profissionais, leitores deste livro, encontrarão nele uma oportunidade de se actualizar e/ou aprofundar conhecimentos, potenciando, sem dúvida, novas formas de reflexão e de acção com sérias implicações numa pertinente e necessária escola para todos.
 
Elvira Cristina Silva
in: rubrica Prelo CEI 56 (out/dez 2000) 

Organização da Componente de Apoio à Família



Organização da Componente de Apoio à Família
Graça Vilhena e Maria Isabel Lopes da Silva (2002). Organização da Componente de Apoio à Família. Lisboa: Ministério da Educação - Departamento da Educação Básica – Núcleo de Pré-Escolar.
 
A componente de apoio à família necessita de ser desenvolvida, pois o tempo em  jardim de infância tem dois momentos e finalidades diferentes, e é sobre esses dois tempos que nos fala este livro, porque as crianças não podem fazer  o mesmo todo o tempo. Existe o tempo da intencionalidade  e o da não intervenção directa. Cabe à equipa educativa encontrar formas de organizar a permanência para além do tempo da componente lectiva, noutro tempo e noutro espaço, com outros materiais, tempo concedido de forma diferente com visão clara dos períodos de mudança, enriquecendo-a e adequando-a às características da comunidade a que se destina.
“A animação sócio-educativa  surge como estratégia complementar do sistema educativo e da acção pedagógica e procura reforçar essencialmente o processo de socialização infantil e juvenil” (p.15)
A referida publicação tem como objectivo responder às necessidades sentidas de conceber orientações e materiais de apoio para a implementação da Componente de Apoio à Família, proporcionando a reflexão dos educadores, para adoptarem as decisões mais adequadas à educação e bem-estar das crianças, num tempo dedicado para além dos períodos específicos, onde existam tempos de actividades de animação e apoio às famílias num horário de funcionamento de acordo com as suas necessidades.
Organizar este tempo respeitando desejos das crianças de acordo com os seus gostos, com as suas sugestões e ideias, para garantir um momento de bem-estar e de prazer, mas sobretudo de espaço ao brincar, tendo em conta que o tempo da animação sócio-educativa é menos estruturado, com espaço à informalidade, onde o mais importante é o grau de envolvimento, o tempo de partilha e a satisfação das crianças, do que a preocupação com a aprendizagem.
Elvira Cristina Silva
 
in rubrica Prelo CEI 64 (out/dez 2002)
                                                                                                       

Contributos para o estudo das Práticas de Intervenção Precoce em Portugal



Contributos para o estudo das Práticas de Intervenção Precoce em Portugal
Joaquim Bairrão Ruivo e Isabel Chaves de Almeida (2002). Contributos para o estudo das Práticas de Intervenção Precoce em Portugal. Lisboa: Ministério da Educação - Departamento da Educação Básica – Núcleo de Orientação Educativa e de Educação Especial.
 
A existência da legislação que regulamentava na época (2002) as práticas de Intervenção Precoce no Despacho Conjunto nº 891/99 de 19 de Outubro inspirou-se nos pressupostos modelos teóricos e organizacionais à semelhança do que se pratica nos E.U.A. à diversos anos, num país com uma cultura e tradição diferente do nosso, acrescido ainda de um desenvolvimento científico superior.
Sendo necessário olhar sobre como a prática se encontra ou não dentro das linhas orientadoras de tal despacho o Departamento da Educação Básica do Ministério da Educação, em colaboração com a Faculdade de Psicologia  da Universidade do Porto e o centro de Estudos de Apoio à Criança e à Família do CDSSS de Lisboa, realizou no âmbito do Observatório dos Apoios Educativos, um estudo nacional sobre a realidade portuguesa no que se referia ao atendimento de crianças com necessidades educativas especiais nas faixas etárias dos O aos 6 anos.
Este livro divulga os resultados do referido estudo a partir da análise das respostas ao “Questionário aos Educadores de Apoio Educativo”, bem como permite a reflexão sobre como era feito o atendimento e perspectiva o panorama futuro da Intervenção Precoce em Portugal, que se encontrava (e encontra ainda) distanciado do seu referencial teórico.

Elvira Cristina Silva
in rubrica Prelo Cadernos de educação de Infância nº 64 (Out. Nov.Dez/2002)
             

Inclusão – Um Guia Para Educadores E Professores


Inclusão – Um Guia Para Educadores E Professores
Luis de Miranda Correia e Ana Paula Loução Martins (2002). Inclusão – Um Guia Para Educadores e Professores. Braga: Quadrado Azul Editora.

Tendo como principal objectivo as publicações na área das Necessidades Educativas Especiais, a recém criada editora Quadrado Azul, que tem como coordenador científico o Doutor Luís Miranda, inicia esta colecção com este livro que constitui um forte instrumento de trabalho, para todos aqueles que desejam ver clarificado o conceito e modelo de inclusão, bem como de  recorrerem a diversas informações e estratégias que valorizam e dignificam a diversidade como factor primordial de partilha.
Descreve a evolução histórica da inclusão na sua filosofia e nas vantagens do modelo de atendimento à diversidade. Refere a componente da intervenção na programação educativa. Enumera os princípios gerais para a construção de escolas inclusivas e as parcerias pais/professores na educação da criança com NEE.
Sendo o objectivo deste livro o de proporcionar toda a informação que releva para os pressupostos e atitudes dos profissionais, sabendo-se como é urgente provocar alterações nas atitudes e mentalidades. Este livro aborda não só a questão de reconhecer o aluno com NEE, com o direito de aprender junto dos seus pares atendendo às suas necessidades específicas, bem como evidencia as vantagens para todos os outros, permitindo-lhes ver que todos somos diferentes e que estas diferenças devem ser respeitadas e aceites numa educação actual que deve atender à diversidade e heterogeneidade como factor positivo, respondendo às necessidades educacionais de cada um.
Como o título refere, este livro é um guia, essencial não só para todos quanto acreditam na inclusão e que ela é possível, mas sobretudo para todos os  que desejam implementá-la com sucesso.

Elvira Cristina Silva

In: CEI -Cadernos de Educação de Infância nº63Julho/Agosto/Setembro de2002
   

Leituras

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Os livros que se seguem apresentam as minhas opiniões sobre os mesmos. Exclusivamente o meu "ponto de vista". EC

Para além do óbvio- Histórias sociais

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Autismo

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30 anos, 30 pessoas, 30 histórias

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Índice médio de felicidade

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Mágoas da Escola

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Deixa-me entrar

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Caderno de Tóquio

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Eu quero Amar, Amar perdidamente

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A ferramenta que faz os contos

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A inclusão nas escolas

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Crianças em Risco VOL 4

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O mundo segundo BOB

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Tu tens direito

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Fala Comigo

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Crianças (e pais) em risco

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Educar com os pais

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Da investigação às práticas

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Valores Educativos, Cooperação e Inclusão autor: Ramos Leitão(Salamanca 2010)

Ouvindo o silêncio

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