sábado, 8 de dezembro de 2012

Despacho normativo n.º 24-A/2012. D.R. n.º 236, 2.º Suplemento, Série II de 2012-12-06, Regulamenta a avaliação de alunos do ensino básico.

 
 
Ainda durante o dia de ontem, foi publicado o Despacho normativo n.º 24-A/2012, que regulamenta a avaliação e a certificação dos conhecimentos adquiridos e das capacidades desenvolvidas pelos alunos do ensino básico, nos estabelecimentos de ensino público, particular e cooperativo, bem como os seus efeitos, e as medidas de promoção do sucesso escolar que podem ser adotadas no acompanhamento e desenvolvimento dos alunos, sem prejuízo de outras que o agrupamento de escolas ou escola não agrupada defina no âmbito da sua autonomia.

O diploma faz algumas referências aos com necessidades educativas especiais e aos docentes de educação especial.Do processo individual do aluno devem constar todos os elementos que assinalem o seu percurso e a sua evolução ao longo deste, designadamente:

a) Elementos fundamentais de identificação do aluno;
b) Fichas de registo de avaliação;
c) Relatórios médicos e ou de avaliação psicológica, quando existam;
d) Programas de acompanhamento pedagógico, quando existam;
e) Programas educativos individuais e os relatórios circunstanciados, no caso de o aluno ser abrangido pelo Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, incluindo, quando aplicável, o currículo específico individual definido no artigo 21.º daquele decreto-lei;
f) Outros elementos considerados relevantes para a evolução e formação do aluno.
Intervêm no processo de avaliação, designadamente:

a) O professor;
b) O aluno;
c) O conselho de docentes, no 1.º ciclo, quando exista, ou o conselho de turma, nos 2.º e 3.º ciclos;
d) Os órgãos de gestão da escola;
e) O encarregado de educação;
f) O docente de educação especial e outros profissionais que acompanhem o desenvolvimento do processo educativo do aluno;
g) A administração educativa.

A escola deve assegurar as condições de participação dos alunos, dos encarregados de educação, dos profissionais com competência em matéria de apoios especializados e dos demais intervenientes, nos termos definidos no seu regulamento interno.Na avaliação interna, a informação resultante da avaliação sumativa dos alunos do ensino básico com currículo específico individual, abrangidos pelo artigo 21.º do Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, expressa-se numa menção qualitativa de Muito bom, Bom, Suficiente e Insuficiente, acompanhada de uma apreciação descritiva sobre a evolução do aluno (cf n.º 10 do art. 8.º).

Na avaliação externa, estão dispensados da realização de provas finais dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos os alunos que estejam abrangidos pelo artigo 21.º do Decreto -Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro (currículo específico individual) (cf. alíneas b) do n.º 13 e e) do n.º 14 do art. 10.º).
Os alunos com necessidades educativas especiais de caráter permanente, abrangidos pelo disposto no n.º 1 do artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, prestam as provas finais de ciclo previstas para os restantes examinandos, podendo, no entanto, usufruir de condições especiais de avaliação ao abrigo da legislação em vigor (cf. art. 11.º).
A conclusão do ensino básico é certificada pelos órgãos de direção da escola, através da emissão de:

a) Um diploma que ateste a conclusão do ensino básico;
b) Um certificado que ateste o nível de qualificação, discrimine as disciplinas ou módulos concluídos e as respetivas classificações finais, bem como as classificações das provas finais de ciclo obtidas nas disciplinas em que foram realizadas. Este certificado deve ainda conter um anexo todas as atividades extracurriculares desenvolvidas pelo aluno, designadamente as realizadas no âmbito de ações de voluntariado.
Mediante a apresentação de requerimento, é passado, pelo diretor da escola, um certificado para efeitos de admissão no mercado de trabalho, ao aluno que atingir a idade limite da escolaridade obrigatória, que tenha usufruído de currículo específico individual e de um plano individual de transição, abrangido pelo artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro (cf. n.º 3 do art. 19.º).
Um aluno que revele capacidade de aprendizagem excecional e um adequado grau de maturidade, a par do desenvolvimento das capacidades previstas para o ciclo que frequenta, poderá progredir mais rapidamente no ensino básico, beneficiando de uma das seguintes hipóteses ou de ambas:
a) Concluir o 1.º ciclo com 9 anos de idade, completados até 31 de dezembro do ano respetivo, podendo completar o 1.º ciclo em três anos;
b) Transitar de ano de escolaridade antes do final do ano letivo, uma única vez, ao longo dos 2.º e 3.º ciclos.
São revogados o Despacho Normativo n.º 1/2005, de 5 de janeiro, na sua redação atual, e o Despacho Normativo n.º 50/2005, de 9 de novembro.

Levantam-se algumas questões pragmáticas que, por qualquer motivo, o legislador não contempla e sobre as quais já escrevi anteriormente (Estatuto do docente de educação especial no conselho de turma; Regime de organização e funcionamento dos cursos científico-humanísticos e os professores de educação especial).

A propósito da composição do conselho de docentes, refere que será constituído, para efeitos de avaliação dos alunos, por todos os professores titulares de turma do 1.º ciclo de cada estabelecimento constituinte do agrupamento. Podem ainda intervir, sem direito a voto, os serviços com competência em matéria de apoio educativo e serviços ou entidades cuja contribuição o conselho pedagógico considere conveniente. A classificação final a atribuir em cada área disciplinar é da competência do professor titular de turma, ouvido o conselho de docentes.

Numa primeira análise, excluem-se do processo avaliativo efetivo, os docentes de educação especial, por não serem considerados elementos de direito do conselho de docentes.

Não considero que os docentes de educação especial se enquadrem nos designados apoios educativos. Por outro lado, os alunos com currículo específico individual desenvolvem (ou podem desenvolver) áreas curriculares que não fazem parte do currículo comum, sendo estas da responsabilidade do docente de educação,e às quais são avaliados. Sendo da responsabilidade do docente de educação especial, também lhe compete proceder à respetiva avaliação. Neste caso, e partindo do pressuposto que não integra "efetivamente" o conselho de docentes, quem propõe a avaliação? Será o docente titular de turma o porta-voz do professor de educação especial?

Relativamente aos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, o normativo refere que, para efeitos de avaliação dos alunos, o conselho de turma é constituído por todos os professores da turma, sendo seu presidente o diretor de turma. Considero que, neste caso, o docente de educação especial integra por direito o conselho de turma porque, pelos motivos referidos acima, há situações em que os alunos, sobretudo os que beneficiam de currículo específico individual, desenvolvem áreas curriculares que não fazem parte do currículo comum fora do contexto de sala de aula.

Do mesmo modo, o docente de Educação Moral e Religiosa Católicas é considerado professor da turma, embora nem todos os alunos se encontrem matriculados e frequentem a disciplina.

Do articulado deste normativo, transparecem alguns resquícios do antigo despacho conjunto n.º 105/97, no qual os docentes de apoio educativo, como eram designados na altura, eram considerados um pouco à margem destes processos vinculativos. O paradigma alterou-se e, presentemente, os docentes de educação especial são de facto professores com responsabilidades diretas no processo educativo dos alunos, designadamente ao nível avaliativo.

In: Incluso

sábado, 3 de novembro de 2012

A Inclusão está a passar por aqui... 3.º Encontro Práticas para a Inclusão




Realizou-se no passado dia 13 de outubro o Encontro: “Práticas para a Inclusão” promovido pela Câmara Municipal de Sintra que decorreu na Escola Secundária Padre Alberto Neto em Queluz.

Após a sessão de abertura o primeiro painel intitulado “Criança, Família, Escola” foi da responsabilidade de Nuno Lobo Antunes. Este apresentou o novo centro clinico PIN – Progresso Infantil, abordou o papel da sociedade na educação, o individuo como ser exclusivo na sua individualidade, bem como apresentou algumas problemáticas mais frequentes no desenvolvimento da criança, referiu ainda a importância do diagnóstico e o papel da sociedade bem como a importância da autoridade parental.

O painel com o título “Entrelaçar” foi dedicado à apresentação das práticas de dois agrupamentos de Escolas (Ferreira de Castro e D. Maria II), ambos centraram a apresentação no funcionamento das Unidades existentes e as diferentes respostas às especificidades dos alunos.

O Painel III, “Capacitação das Famílias” esteve a cargo de Luisa Beltrão e Júlia Serpa Pimentel que apresentaram o funcionamento do Movimento Pais em Rede e proporcionaram ainda a dois encarregados de educação e a outros que assistiam na plateia, a partilha resultante do seu envolvimento nesta associação e em particular na participação das oficinas para pais.

O último painel deste encontro realizou-se após o almoço, onde Dr.ª. Teresa Leite abordou “ A musicoterapia no sistema educativo”, a importância da sua utilização e das vivências a ela associadas na relação terapêutica, as áreas de aplicação, métodos e técnicas, as diferenças entre educação musical adaptada e música na educação especial. Terminou ainda referindo o bom princípio que é a Inclusão salientando a falta de meios para que este conceito se torne mais operacional na escola.
As oficinas decorreram após este painel, diversificando-se nas suas temáticas.

Não posso deixar de agradecer o convite feito pela divisão de educação da Câmara Municipal de Sintra à Pin- ANDEE. É neste âmbito que surge este resumo do encontro pois coube-me a mim o comentário final sobre o mesmo.

Não deixa de ser curioso este Encontro ter começado com o PIN – (nome escolhido pela nova equipa do Progresso Infantil) e terminar com a PIN – Pró Inclusão – Associação Nacional dos Docentes de Educação Especial. Tal como o PIN, referido pelo Dr. Nuno Lobo Antunes também a Pin da Pró Inclusão-ANDEE se prende ao peito, um objeto frágil, simbólico, porém, já com mais idade do que o atual PIN.

A Pin da Pró Inclusão foi criada em 2008, após um percurso feito no FEEI (Fórum de Estudos de Educação Inclusiva). Este grupo de trabalho resolveu criar uma associação com o objetivo de por um lado apoiar a profissionalidade dos docentes de educação especial nas práticas, na investigação e politicas e paralelemente promover educação de qualidade para alunos com necessidades educativas especiais no âmbito dos valores da Inclusão.

Foram ainda referidos os eventos e as publicações da nossa associação deixando obviamente o convite para que nela participem de forma a tornar-se cada vez mais um espaço de reflexão e partilha.

Não pude deixar de aludir a minha presença como dois em um, tal como se de um shampoo se tratasse… Por um lado represento a Pin-ANDEE (enquanto elemento da direção) e por outro represento-me a mim própria, enquanto docente de educação especial, pois obviamente uma não vive sem a outra.

A alusão ao shampoo de modo nenhum foi arbitrária. Aquele lava as cabeças e a minha função no comentário final foi de agitar as cabeças dos presentes ou pelo menos a minha. Porque de facto todos os painéis do encontro agitaram cada um de nós com momentos bem merecedores de que isso acontecesse.

A tarefa de um comentário final nunca é tarefa fácil, ainda mais quando se está a absorver tudo o que foi abordado. A ideia não era a de um resumo, portanto optei, de modo sintético, por dar apenas uma piscadela de olho em cada um dos painéis aludindo ao que de mais pertinente salientei como ponto de reflexão:

Impossível ficar-se indiferente à comunicação sobre a tríade: Criança/Escola/Família com palavras conhecedoras, porém recheadas de algum humor discutível com que nos presenteou o Dr. Nuno Lobo Antunes.

A palavra entrelaçar, muito bem escolhida, para partilhar as Práticas das escolas Ferreira de Castro e D. Maria II, como promotoras de inclusão efetiva.

A capacitação das famílias na importância de lhes dar voz, porque são elas de facto quem melhor conhece os seus filhos e só elas mesmo, sem pudermos sequer imaginar, vivem na pele a experiência. 

A importância da música no desenvolvimento do individuo. As oficinas ricas na sua diversidade e partilha. Não esquecendo a visita à exposição Imagina Lá onde foi possível ver os trabalhos realizados e o escolhido para o cartaz de divulgação do evento.

Após um riquíssimo leque de painéis a que tivemos acesso, recordei a citação de Walter Eigner, referida em 1995 na sua obra: “A educação inclusiva é uma questão de bom senso”, em que o autor expressava que não deveria ser necessário lembrar a Declaração de Salamanca para reconhecer que a Educação Inclusiva é ela, fundamentalmente um direito elementar numa escola de qualidade com reflexo numa sociedade mais humanitária.

Passados alguns anos, daquela citação (mais precisamente dezassete anos – uma citação quase, quase com idade adulta que refere a declaração Salamanca, esta sim de idade adulta), o hiato temporário que nos separa e a maturidade destes conceitos, por incrível que pareça, ainda não fizeram eco em alguns céticos face à inclusão. Existem mesmo alguns indivíduos (vindos não se sabe de que planeta) que consideram não só o termo, em si utópico, como duvidam do sentido do seu significado.

O que é pena, pois a inclusão nada tem de extraordinário. Luisa Beltrão enfatizou neste encontro a importância da escola: “quanto mais não fosse pelo benefício da socialização…”

É tão simplesmente aceitar que todos têm direitos, pois é de direitos humanos que se fala em primeira instância. Muitos professores, infelizmente, é verdade, e outras classes profissionais ainda desconhecem o termo e ao que ele se refere na prática.

Talvez a solução passe pela formação dos profissionais e essencialmente motivação da sociedade para a aceitar o outro incondicionalmente. Penso que neste encontro foi visível essa motivação, no modo de compreender e intervir na diferença, refletindo essencialmente o que é em si mesmo a diferença, pressupondo esta uma conceção homogénea do ser humano, bem longe do que é a realidade.

Diferença é o que distingue a exclusividade do individuo, é sinónimo de criatividade. Na sociedade atual conturbada é necessário mesmo alguma dose de criatividade para que nos aproximemos uns dos outros, nos tornemos mais autênticos, necessitando mesmo de ser criativos face aos desafios atuais.

Para finalizar um desafio atual e pertinente (e também criativo, porque não?) sobre a necessidade de reflexão conceptual e prática da nova portaria n.º 275-A. Reflexão e diferentes opiniões sobre a mesma, porque, como tudo na vida há sempre dois (ou mais) olhares sobre as coisas. Uns que contestam, outros que aceitam incondicionalmente.

Cabe, a cada um de nós encontrar o sentido desta medida educativa após um percurso educacional de doze anos de escolaridade. Ainda estou a tentar entender esta medida e o seu sentido e creio não estar sozinha na busca do seu entendimento. Foi referido neste encontro que alguns alunos estão atualmente em casa sem resposta face à atual portaria… “Surge um deserto de respostas após doze anos de escolaridade”, referiu Júlia Serpa Pimentel.

Procuremos neste âmbito e em outros, uma reflexão do que melhor se faz para tornar a educação, toda ela, mais justa e equalitária. Porque foi, aliás, de práticas de inclusão que se falou durante todo o encontro.

Sergio Godinho dizia numa canção“ A liberdade está a passar por aqui”. Sobre esse pensamento com certeza todos teremos também algumas reflexões na conjetura atual, mas foi adaptando aquele pensamento que deixei o repto:

“ A inclusão está a passar por aqui. Ela acontece de facto nas escolas!

Mas deixa rasto ou não? É temporária? Fictícia?

Não podemos deixar de nos interrogar sobre o modo como está a ser entendida esta e outras medidas educativas.

Gostaria de não ter que esperar mais tempo para que, quer a declaração de Salamanca ou a citação que mencionei, faça eco na sociedade.

Acredito que é possível. Por isso mesmo estive presente neste encontro, agradecendo a todos o que o tornaram possível, deixando aqui o meu testemunho.

Posso ainda acrescentar que, algumas famílias e docentes, após o meu comentário final referiram que também eles acreditam que a inclusão existe e é irreversível!

Luis Fernandes (psicomotricista) pegando nestas provocações de metáforas à inclusão também ele lembrou a frase de Bernardo Fachada numa canção que refere “que a liberdade já passou por aqui mas estava mal ensinada … ”

Quanto à inclusão, acreditamos, não está mal ensinada, pelo contrário, ela faz-se em muitas partilhas, como foi este encontro que, ainda nas palavras de Luis Fernandes, constituem uma pedrada no charco.

Pela parte que me toca, atiremos então com mais pedras para o charco!

Elvira Cristina Silva
in: Editorial da newsletter n.º 48 da 2ª quinzena de outubro da Pin-ANDEE
   

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Falando com quem faz


No passado sábado dia 29 de setembro, reiniciou-se o ciclo de sábados “Falando com quem faz”. Organização da Pin- Pró Inclusão: Associação Nacional de Docentes de Educação Especial, com acreditação pelo CCFPC com 0,6 créditos, na modalidade de ação de formação.

A sala programada da Escola Básica S. Vicente em Telheiras, encheu-se de cerca de quatro dezenas de docentes que aderiram à iniciativa. Uma partilha dinamizada por Ana Ferreira com a temática “Medidas Educativas”. A ideia base foi a conceção legislativa na sua aplicação prática.

Poder-se-ia pensar que o conhecimento do atual decreto, (pelo qual se rege a educação especial), já com quatro anos de vida, seria um tema sem muito para se discutir, mas desenganem-se, curiosamente parece ainda não ser consensual. Quer no seu âmbito global, bem como ao nível específico da aplicação das medidas educativas.

Uma situação bastante realçada foi a necessidade de interpretação igualitária por todos os docentes que a aplicam. Em muitos casos impera o bom senso de modo a evitar situações redundantes na aplicação das referidas medidas.

Landivan (1993: 53) refere adequações curriculares como “modificações que são necessárias realizar nos diferentes elementos do currículo para o adequar às diferentes situações, grupos e pessoas para os quais se aplica”. Quer as estratégias, recursos, metodologias e a organização e gestão do espaço nas adequações ao currículo foram também partilhadas com diferentes perspetivas e enquadramentos.

A grande tónica deste momento de partilha foi, sem dúvida, a consciencialização de que sejam quais forem as medidas aplicadas, elas devem ser pensadas SEMPRE de modo ao que melhor se aplica a cada aluno.

Em jeito de síntese pode-se referir que a temática não se esgotou nesta manhã. Ficou já um compromisso de uma segunda parte com análise de casos práticos num próximo ciclo de sábados.

O próximo “Falando com quem faz”, realiza-se sábado dia 20 de outubro, sobre a temática “Modalidades Especificas de Educação: As Unidades”, dinamização a cargo de Leonor Brito.

 

Elvira Cristina Silva

 

terça-feira, 15 de maio de 2012

5Watts de Potência Musical



Watt – Unidade de potência do Sistema Internacional que é equivalente à energia consumida por unidade de tempo ou seja, é igual a um joule por segundo (1 J/s).
A unidade watt recebeu este nome em homenagem a James Watt, pelas suas contribuições para o desenvolvimento do motor a vapor, e foi adoptada pelo segundo congresso da associação britânica para o avanço da ciência em 1889.


5Watts – Unidade de potência do Sistema Nacional de Jazz que equivale à energia despendida por quatro mega músicos por unidade de tempo ou seja, igual a 4MW.
A unidade 5watts recebeu este nome devido à muita energia emanada em palco, contribuindo eficazmente para o desenvolvimento do Jazz-Fusão, Funk, Hip-hop e Soul, tendo sido adoptada pela banda numa das primeiras jam’s em estúdio em 2011.

O 5º Watt… quem é?
O público pois claro, que se espera numeroso e participativo. Venham pois então apanhar umas quantas doses de potência máxima já na próxima…

…4ª Feira 16 de Maio de 2012 pelas 23:00 no Bacalhoeiro, na Rua dos Bacalhoeiros, 125 Lisboa (perto da Casa dos Bicos)…

… e logo a seguir no…

…Sábado 19 de Maio de 2012 pelas 23:30 no Catacumbas Jazz-Bar , Travessa da Água da Flor 43, 1200 Lisboa (Bairro Alto).

Entretanto para quem quiser “ouver” 5Watts não deixe de visitar:


Um abraço dos:

Histórias em 77 palavras

Um sem o outro, não podiam existir. Os dois rapidamente passaram a três. Foram viver para um andar de quatro assoalhadas num quinto andar na cidade. Eram seis de volta da criança, pais, avós paternos e maternos que faziam o diabo a sete para que a vida não fosse um oito incontornável… corrida para o emprego, fazeres rotineiros, tratar da criança… Nove meses passados compraram um lote de dez hectares no campo e foram viver todos juntos!
Elvira Cristina Silva

domingo, 6 de maio de 2012

Histórias em 77 palavras




No seguimento do post anterior decidi responder ao desafio da semana.

E foi esta a história que aqui partilho que foi publicada.


Primeiro surgiram dúvidas segundo as quais me levaram a refletir sobre o assunto, não foram três, nem quatro, mas cinco pessoas que referem pela sexta vez que os meus mails de sete ou oito palavras mostram claramente que não estou bem!
Não sei se eu, ou meus mails devemos consultar um psicólogo… Resumo em nove palavras o que me vai na alma e em dez segundos o faço: De agora em diante não respondo, estou “of line”!

Elvira Cristina Silva

in: http://77palavras.blogspot.pt/2012/05/historias-recebidas-desafio-n-3-2012.html

Leituras

Leituras
Os livros que se seguem apresentam as minhas opiniões sobre os mesmos. Exclusivamente o meu "ponto de vista". EC

Para além do óbvio- Histórias sociais

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Autismo

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30 anos, 30 pessoas, 30 histórias

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Índice médio de felicidade

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Eu até sei voar

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Mágoas da Escola

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CINCO PAIS NATAIS E TUDO O MAIS

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Deixa-me entrar

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Caderno de Tóquio

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Le goût des glaces

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Não os desiludas - histórias da escola

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Eu quero Amar, Amar perdidamente

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A ferramenta que faz os contos

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A arte de ensinar

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O Futuro da Escola Pública

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A inclusão nas escolas

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Crianças em Risco VOL 4

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A vida na porta do frigorífico

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O mundo segundo BOB

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A Saga de um Pensador - O Futuro da Humanidade

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A intuição leitora, a intuição narrativa

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Tu tens direito

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Políticas educativas em Portugal

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Mafaldisses - crónica sobre rodas...

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Todas as cores do vento

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Prisioneiro em mim

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Crónicas do avó Chico

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PSICOMOTRICIDADE – Jogos facilitadores de aprendizagem

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Indisciplina Na Escola

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O quarto de Jack

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Gaudi, um romance

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o ladrão de Sombras

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História de uma esquizofrenia - Jérémy, sua família, a sociedade

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Maria e Eu

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Agarrem-me ou dou cabo desses palhacitos!

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A Educação na Finlândia: Os segredos de um sucesso

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Quem mexeu no meu queijo

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A criança que não queria falar

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Domesticar a hiperactividade e o défice de atenção

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Síndroma de Down: Leitura e Escrita

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Inclusão - Um guia para Educadores e Professores

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O jardim de infância e a família

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Contributos para o estudo das práticas de Intervenção Precoce em Portugal

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O segredo das crianças felizes

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Crianças (e pais) em risco

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Comportamentos e estratégias de actuação na sala de aula

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Educar com os pais

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A Criança e o Medo de Aprender

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Hiperatividade Eficaz

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A criança e o psicólogo

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A matemática no pré escolar

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A experiência motora no meio aquático

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Problemas de alimentação na criança

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A Intervencão Precoce e a criança com Síndrome de Down

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Educar, promover, emancipar - os contributos de Paulo Freire e Rui Grácio para uma Pedagogia Emanci

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Da investigação às práticas

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Valores Educativos, Cooperação e Inclusão autor: Ramos Leitão(Salamanca 2010)

Ouvindo o silêncio

O estranho caso do cão morto

Mal entendidos