terça-feira, 1 de maio de 2012
Legado a Giacometti
Aos que proporcionaram que o momento se torne inesquecível o nosso muito Obrigada!
Fotos de Sara Alvarrão
sábado, 21 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
"Maria e Eu" de Miguel Gallardo
(Depois do anterior post a tentação foi grande e não resisti à participação no evento bem como à aquisição do referido livro.)

Miguel, o pai, mora em Barcelona, enquanto Maria, a filha, vive com a mãe em Las palmas, nas Canárias. Maria tem 12 anos e é autista.
A narrativa simples, acompanhada de ilustração, é um relato original que em 2010, serviu de guião a um documentáriocinematográfico com o mesmo nome.
O autor, Miguel Gallardo, conceituado desenhador espanhol, com uma dose de humor, ironia e sinceridade proporciona ao leitor, numa preciosa obra autobiográfica o que é a experiência de vivenciar o autismo.

Maria, ela é única, como qualquer ser humano. Tem as suas peculiaridades, crispa os dentes, olha intensamente para a areia que lhe escorre entre os dedos das mãos, belisca com força os braços daqueles de quem gosta, diverte-se com gestos simples, como os desenhos que o seu pai lhe faz…
Tudo isto sucede sob o olhar dos outros, críticos, inquisidores ou displicentes, as caras, os olhares, sempre os olhares … A antecipação das rotinas, os preparativos para as saídas, as inflexibilidades perante as mudanças… Tudo isto é contado por Miguel Gallardo numa escrita repleta de sinceridade e sentimentos, desde o humor das situações vividas, à ternura que espia na filha e nos outros capazes de a entenderem, à raiva usada pela indiferença dos outros à problemática da Maria.
Mas Maria, como a camisola que veste que diz: “I´M unique Just like everyone else “ é única, única como qualquer um. E é precisamente o que esta obra valoriza, as pequenas vitórias de um universo único, muito especial, onde os sentimentos são expressos de modo espontâneo, cheios de ternura, de forma única e irrepetível. Uma obra extremamente comovente de discernimento lúcido de quem faz uma viagem diferente neste percurso da vida e que só o bom humor pode permitir a sanidade mental possível, capaz de desvalorizar os olhares admirados dos que não veem ou não querem ver a riqueza da diversidade!
EC
segunda-feira, 2 de abril de 2012
2 de Abril
Peter Reynolds é daqueles autores fantásticos, que na simplicidade do que ilustram sem muito dizerem, deixam a sua marca, alíás o seu lema, basta visitar o seu site ou ler os seus livros para compreender essa premissa.
Essa marca visivel na mensagem que apela ao respeito e à criatividade infantil, sublime no seu livro "Ish" ou em "The dot" (já traduzido para português "O ponto" e editado pela Bruá). Mais do que ligar a convenções apela à necessidade de acender a criatividade em cada um de nós.
Não fosse já bastante para me identificar com essa mensagem e me deliciar, eu que acredito que cada criança é única e que a ela se deve o direito à expressão livre, Peter Reynolds apela à diferença apelando para que o mundo seja melhor evidenciando a riqueza da diferença como ele faz de forma magistral, sem palavras, numa curta metragem com ilustrações de sua autoria e produzida por FableVision para SARRC (Autism Research Sudoeste e Centro de Recursos). O pequeno video evidencia a solidão de uma criança com espectro do autismo e o impacto de mudança de vida em cada cada um de nós quando as conhecemos e com elas nos relacionamos...Necessário é acreditarmos...
Sendo hoje o dia da conscencialização do autismo e paralelamente o Dia Internacional do Livro Infantil, este post é dois em um... porque, afinal isto anda tudo ligado, nós é que às vezes não lemos nas entrelinhas...
EC
I'm Here
ver também: http://lapiselviracs.blogspot.pt/2012/04/2-de-abril.html
EC
I'm Here
ver também: http://lapiselviracs.blogspot.pt/2012/04/2-de-abril.html
domingo, 1 de abril de 2012
“María e Eu”, uma banda desenhada sobre autismo
Já tínhamos visto o documentário. Agora chega a Portugal o livro de BD com a história de Miguel Gallardo e da filha María
O ilustrador espanhol Miguel Gallardo desenhou a história da filha María, autista, e o seu relacionamento com a sociedade, num livro editado este mês em Portugal e apresentado em Lisboa, segunda-feira, Dia Mundial da Consciencialização do Autismo.
María e Eu
De Miguel Gallardo e María Gallardo
Edições ASA
64 págs, Duas Cores, Capa Dura
Distribuído a 20 de Março
PVP: 15€
De Miguel Gallardo e María Gallardo
Edições ASA
64 págs, Duas Cores, Capa Dura
Distribuído a 20 de Março
PVP: 15€
“María e Eu”, editado pela Asa, foi publicado em Espanha em 2008, quando María tinha 12 anos. O autor relata uma semana de férias com a filha, descrevendo as características particulares de quem é autista e a forma como os outros olham para ela, precisamente por causa do autismo.
“Não há quem fale nisto na primeira pessoa e com esta sensibilidade, por isso eu tinha que o publicar. Não é lamechas e tem sentido de humor”, explicou a editora Maria José Pereira à Agência Lusa.
O livro valeu a Miguel Gallardo um prémio e duas nomeações na área da banda desenhada, em Espanha, foi adaptado para um documentário (apresentado no ano passado em Lisboa) e pode ser visto como “um relato, um livro de ajuda, um livro de banda desenhada”, disse a editora. “Um manual não convencional para educadores e profissionais que têm que lidar com este tipo de problemas”, referiu.
Miguel Gallardo apresenta uma mancha gráfica que usa habitualmente com a filha María, imagens simples e inequívocas que relatam os rituais da filha, manifestações de alegria ou tristeza e alguns dos comportamentos de quem sofre desta síndrome. O autor também desenhou as caras de quem não sabe lidar com María, de quem tem medo do desconhecido, da estranheza. “Gosto de desenhar para ela e que isso seja uma forma de comunicarmos”, escreveu Miguel Gallardo.
Os direitos das pessoas
“María e Eu” será apresentado na segunda-feira, dia 2 de Abril, na Fundação Calouste Gulbenkian, numa sessão que assinala o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, organizada pela Federação Portuguesa de Autismo. No encontro serão debatidos os direitos das pessoas com autismo, com a presença de vários especialistas na área.
A presidente da Federação Portuguesa de Autismo, Isabel Cottinelli Telmo, considera aquele livro mais um instrumento para ajudar a explicar o que significa uma criança ter uma perturbação do desenvolvimento relacionada com o autismo. “É um livro interessante para as crianças mais velhas, talvez do terceiro e quarto ciclos, porque têm mais dificuldade em aceitar as pessoas autistas”.
No encontro em Lisboa, além do lançamento do livro, decorrerão debates com pediatras, pais, técnicos profissionais e representantes das várias associações que integram a Federação Portuguesa de Autismo.
in: P3 Publico
Sessão Comemorativa
Os nossos direitos
Fundação Calouste Gulbenkian
Auditório 3Entrada Livre
terça-feira, 27 de março de 2012
Alunos com dificuldades cognitivas no currículo comum têm de «prestar contas pela aprendizagem»
Notícia da TSF
23 /03/12
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=2380291&tag=Minist%E9rio da Educa%E7%E3o
Alunos com dificuldades cognitivas no currículo comum têm de «prestar contas pela aprendizagem»
Filomena Pereira, responsável pelo serviço de Educação Especial do Ministério da Educação, lembra ainda que cabe à escola definir se um aluno tem capacidade para cumprir o currículo comum ou não
A responsável pelo serviço de Educação Especial do Ministério da Educação entende que os alunos com dificuldades cognitivas que estão frequentam o currículo comum têm de «prestar contas pela aprendizagem desse currículo comum».
«Há metas definidas e metas intermédias durante o ano. Face à presença de provas de aferição ou de exames nacionais há todo um conjunto de adequações e acomodações que podem ser mobilizadas para que os alunos realizem as provas», explicou Filomena Pereira.
Esta responsável do Ministério da Educação, que lembra que as escolas têm autonomia quanto ao currículo que os alunos seguem, acrescenta que estes alunos podem assim «evidenciar aquilo que sabem e as aprendizagens que fizeram e não as suas incapacidades».
Sobre os casos de crianças com trissomia 21, Filomena Pereira diz que cada caso é um caso pois ter-se esta doença «não significa que tenham todas as mesmas necessidades e limitações».
«É evidente que se no âmbito da matemática for exigido raciocínios altamente abstratos isso é uma capacidade que as pessoas com deficiência mental não têm», acrescentou Filomena Pereira, que lembra que cabe à escola definir se um aluno pode ou não cumprir o currículo comum
TSF
Etiquetas:
Educação Especial.
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Os livros que se seguem apresentam as minhas opiniões sobre os mesmos. Exclusivamente o meu "ponto de vista". EC








